Marcelinho e Alex estampam decepção brasileira na volta para casa após derrota nas oitavas
Foto: Solly Boussidan/Terra
- Solly Boussidan
- Direto de Istambul
Menos de oito horas após a derrota para a Argentina e a desclassificação nas oitavas de final do Mundial de Basquete masculino da Turquia, a Seleção Brasileira já se despedia de Istambul e se encontrava oficialmente no principal aeroporto da cidade para embarcar com destino ao Brasil. A chega ao País deve acontecer por volta das 19h (de Brasília).
Grande parte da comissão técnica e os jogadores que embarcavam nesta manhã (madrugada no Brasil) aparentavam cansaço e não escondiam a frustração de estar voltando mais cedo que o previsto para casa. No entanto, o técnico Rubén Magnano e metade dos atletas, entre eles Leandrinho, Anderson Varejão e Tiago Splitter, permanecem na Turquia para assuntos pessoais.
"Impossível dormir esta noite. Foi uma derrota muito amarga, difícil de engolir pelo que a gente jogou. Não digo que merecemos a vitória, pois ganha quem merece. Mas estivemos ali para ganhar. Não foi um jogo que esteve distante da gente. Durante grande parte do jogo a gente esteve na frente. No final eles tiveram melhor aproveitamento, mas mesmo assim a gente teve chance até o último minuto. E aí você lamenta muito", disse o ala Marcelinho, ainda antes de completar as formalidades de embarque.
"Estava todo mundo muito consciente do momento, do que representaria chegar mais à frente, mas vamos tentar tirar o lado positivo da campanha, saber que a gente jogou de igual para igual com todas as equipes que a gente enfrentou. E enfrentou as melhores, Argentina e Estados Unidos estão entre as favoritas para ganhar o campeonato. Então, pelo menos, a gente leva isso como um ganho. Foi o primeiro ano de trabalho do Magnano. A Seleção já conseguiu assimilar bastante coisa e eu espero que só melhore", completou.
O jogador atribuiu as derrotas por pequena margem de pontos contra Estados Unidos, Eslovênia e Argentina ao equilíbrio existente entre as principais potências do mundo. "O basquete hoje é nivelado por cima e o Brasil está entre essas seleções", explicou.
Fernando Duró, técnico assistente da Seleção, preferiu ponderar sobre as dificuldades que o Brasil enfrentou antes de iniciar o Mundial e citou desfalques importantes. "Começamos a concentração pensando que tínhamos o jogo mais poderoso do mundo, com Nenê, Anderson e Tiago - e quase perdemos os três. Ter isso em consideração, não é uma desculpa, mas é importante".
"A partida contra a Argentina foi de um nível superlativo. Toda a mídia internacional classificou-a como sendo 'a partida do Mundial'. Lamentavelmente perdemos. Agora é buscar a revanche. Continuando o caminho, o Pré-Olímpico é o próximo passo. Vai ser muito difícil se classificar em Mar del Plata e temos que começar a juntar as forças agora para competirmos o melhor possível na Argentina no ano que vem", afirmou Duró, que encerra com este Mundial seu contrato com a Seleção Brasileira.
Apesar da frustração, a Seleção se despede da Turquia com a sensação de que poderia ter avançado mais na competição.
"Talvez não ficássemos tão tristes se soubéssemos que jogamos contra equipes muito melhores que a nossa e que não tivemos chance. Mas a gente teve chance. Basquete é assim: uma hora vai chegar, a hora que a gente vai estar no topo e só lamentamos que não foi dessa vez", desabafou Marcelinho.
O jogador, que aposta nos Estados Unidos ou na Argentina como vencedores do Mundial, faz, entretanto, questão de ressaltar o avanço obtido pela Seleção Brasileira na Turquia.
"O mais positivo é o nível que a Seleção jogou. Estamos jogando um basquete de nível muito alto realmente. Durante algum tempo tivemos dificuldade de jogar de igual para igual com as melhores seleções do mundo e hoje a gente conseguiu. Agora é dar um passo mais e vencer esses jogos", afirmou.
- Terra






Assista agora »
Assista agora »
Assista agora »

