Treinador afirma que novos valores devem ser lançados em momento certo, para não serem queimados
Foto: Hedeson Alves/ Gazeta do Povo/Futura Press
Logo que ao chegou ao Grêmio, o técnico Renato Gaúcho afirmou que ninguém seria escalado pelo nome, salário ou idade. Entretanto, o período de quatro semanas em que comanda o clube tricolor tem sido marcado pelo uso cada vez mais escasso de jogadores formados no próprio clube.
Renato admite a redução de jogadores "prata da casa", mas salienta que é para o próprio bem deles. "Tem que saber o momento de lançar a promessa, e não queimá-lo. Se as coisas não estão bem, o jogador pode ser lançado na hora errada", diz o treinador. Para Renato, o momento de aproveitar jovens jogadores da base requer maior tranquilidade e menos cobrança. "Já avisei que comigo não tem nome, idade ou salário", acrescentou.
Nesta quarta-feira, o volante Adilson será o único jogador formado dentro do clube que começará como titular contra o Atlético-GO. No último sábado, foi a partir da entrada do meia Roberson, 21 anos, que o time deu a volta por cima e alcançou um improvável empate com o Botafogo, no Engenhão, quando perdia por 2 a 0.
A política de aproveitar jovens talentos formados em casa é antiga no Grêmio. Os grandes times formados na história do time gaúcho contavam com vários jogadores que vieram das categorias de base. Em 1983, a equipe campeã mundial tinha cinco titulares formados no Olímpico (Paulo Roberto, Baidek, Paulo César Magalhães, China e o próprio Renato); o time bicampeão da América em 1995 tinha outros quatro: Danrlei, Roger, Arílson e Carlos Miguel, entre outros. Em 2001, a equipe campeã da Copa do Brasil com Tite tinha Danrlei, Anderson Polga, Eduardo Costa e Tinga, além de Roger, que jogou a final, contra o Corinthians.
- Gazeta Esportiva


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