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 Zico nega negócios familiares na contratação de jogadores
08 de setembro de 2010 17h44 atualizado às 18h18

Se quem dirige o clube entender que eu não devo mais administrar o futebol, eu saio, disse Zico. Foto: Alexandre Loureiro/Vipcomm/Divulgação

"Se quem dirige o clube entender que eu não devo mais administrar o futebol, eu saio", disse Zico
Foto: Alexandre Loureiro/Vipcomm/Divulgação

Através de uma longa e articulada mensagem postada em seu site oficial, o diretor de futebol do Flamengo, Zico, desmentiu a ligação entre seus familiares e a contratação de atletas na Gávea. O ex-jogador acusou "caluniadores" e "covardes" de plantarem informações inverídicas de que seus filhos teriam participação na chegada dos atacantes Cristian Borja e Val Baiano.

Segundo explicou Zico, a Eagle, empresa criada por seu filho Arthur Junior em sociedade com Alan Espinosa, não contribuiu nem tem participação na contratação de atletas do Flamengo. Há seis anos, quando foi idealizada, surgiu com o intuito de representar atletas - chegou a participar da chegada de Ramirez à Gávea, na época em que Zico era técnico da seleção japonesa.

Após a Copa de 2006, no entanto, o ex-jogador pediu para que abandonassem a atividade, já que isso poderia causar desconforto em sua recém-iniciada carreira de treinador. "A Eagle passou a trabalhar apenas com eventos como o Jogo das Estrelas", explicou o dirigente rubro-negro. Seu outro filho, Bruno, assumiu a administração do CFZ e amealhou um acordo com Flamengo, junto do então presidente Delair Dumbrosck. Já Arthur Junior foi aos Estados Unidos para reunir uma equipe de profissionais e montar clínicas futebolísticas por todo o país.

"Sobre Borja, Val, Leandro e tantos outros, o que digo é que tratei de todos os casos diretamente. Meu filho Bruno muitas vezes me ajuda a localizar este ou aquele jogador ou mesmo empresário porque conhece muitos atletas", esclareceu.

"Borja, por exemplo, foi uma sugestão de um empresário do sul chamado Machado, que mal conheço, aprovada pelo Rogerio (Lourenço, técnico) e seu auxiliar Marcelo Buarque. Vimos o DVD, um jogador jovem e barato e trouxemos como aposta. Não era para resolver os problemas. Val Baiano foi o segundo artilheiro do Brasileirão 2009 e tratei diretamente com o jogador, sem empresário. O mesmo caso do Leandro Amaral", continuou Zico.

O dirigente ainda garantiu que não se importaria em deixar o cargo diretivo caso sua idoneidade seja contestada nos bastidores do Flamengo. "Se quem dirige o clube entender que eu não devo mais administrar o futebol, eu saio. Não tenho apego ao cargo e jamais quero atrapalhar o Flamengo", afirmou o dirigente, pedindo o fim das especulações.

Gazeta Esportiva