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 Parlamento islandês concede cidadania a Fischer
21 de março de 2005 18h42

O parlamento da Islândia decidiu hoje, segunda-feira, por 40 votos a favor e duas abstenções, conceder a cidadania islandesa ao enxadrista americano Bobby Fischer, detido desde julho no ano passado no Centro de Detenção de Imigrantes de Ushiku (Japão).

Assim, as autoridades japonesas podem permitir que Fischer deixe em breve o Japão e vá para a Islândia, evitando assim a deportação para os Estados Unidos.

Em seu país natal, Fischer está sendo processado por violar em 1992 uma proibição expressa do governo de Washington de viajar para a antiga Iugoslávia.

Fischer, que será informado sobre a decisão do parlamento islandês amanhã de manhã, pode sair do Centro de Detenção na terça-feira da próxima semana, quando as autoridades da Islândia prevêem que ele possa receber seu novo passaporte.

O parlamento islandês já havia negado a cidadania ao enxadrista, oferecendo-lhe em troca um passaporte especial de estrangeiro com visto de residência, mas o Japão negou a repatriação com este procedimento, por isso as autoridades da Islândia tiveram de lhe conceder a cidadania.

Na Islândia existe uma ampla simpatia por Bobby Fischer, já que foi em Reykjavík que o enxadrista americano tornou-se campeão do mundo em 1972 após disputar uma mítica partida com o então soviético Boris Spassky.

Alguns fãs de xadrez da Islândia já até lhe ofereceram uma casa no país.

Fischer foi detido em 13 de julho no Japão por viajar com um passaporte invalidado pelos Estados Unidos. Desde então, ele está preso em Ushiku à espera da deportação para os Estados Unidos.

O enxadrista renunciou à nacionalidade americana e solicitou a islandesa para impedir que as autoridades japoneses a extraditassem a seu país de origem.

EFE
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