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 Fischer: "Os EUA são o mal do mundo"
25 de março de 2005 22h02

O ex-campeão mundial de xadrez Bobby Fischer exibiu seu famoso anti-semitismo na Islândia, cujo Parlamento lhe concedeu a cidadania na segunda-feira passada, e criticou os Estados Unidos, seu país natal.

"Os Estados Unidos, controlados pelos judeus, são o mal. Falam do fato do mal. Mas e os aliados do mal? E Estados Unidos, Grã-Bretanha, Japão, Austrália e outros? São eles que fazem o mal", declarou Fischer à imprensa em Reykjavík.

O lendário enxadrista, que considera que o esporte dos tabuleiros "morreu" para ele, já havia comentado, na sua saída do Japão, que o governo daquele país é "criminoso".

"Koizumi é um gângster, ele cumpre ordens do presidente Bush.

"Isso é tudo", declarou em suas últimas horas no Japão.

Fischer tem um conhecido caráter anti-semita, que não esconde, apesar de ser filho de mãe judia.

Fischer, de 62 anos, estava detido desde 13 de julho no Centro de Detenção de Imigrantes de Ushiko, nordeste de Tóquio, por tentar usar um passaporte revogado pelos EUA, que tem ditada contra ele uma ordem de busca e captura.

O Parlamento islandês concedeu a Fischer na segunda-feira passada a cidadania, o que permitiu às autoridades migratórias japonesas deportarem o enxadrista para a Islândia.

EFE
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