Com a entrada da prova de motos dos Sertões no Mundial de Cross Country a partir deste ano, Azevedo acredita que poderá haver a presença de mais pilotos famosos.
"A entrada da prova no Mundial permite que alguns pilotos famosos possam participar, porque haverá um intervalo maior entre as etapas do campeonato", comentou André Azevedo em entrevista ao Terra Esportes .
"De uns anos para cá, os pilotos me perguntam mais sobre os Sertões durante o Dakar, e eu sempre comparo a prova com a savana africana. O nosso sertão brasileiro tem muitos trechos parecidos com que encontramos em Mali e na Guiné", acrescentou.
Bicampeão na categoria carros e tri nos caminhões, Azevedo disse que o Rali dos Sertões cresceu muito nos últimos em comparação com as suas primeiras participações.
"Quando começou não havia mais do que 20 carros, sendo a maior parte de jipes. A estrutura dos Sertões não deve nada aos grandes eventos do Cross Country espalhados pelo mundo", declarou o piloto. "As equipes de apoio são de alto nível. Há mais recursos e o retorno de mídia é maior a cada ano. É uma prova de primeiro mundo", completou.
A equipe brasileira que disputa o Dakar estará praticamente completa nos Sertões. Klever Kolberg participará da categoria carros, enquanto Jean Azevedo, um dos destaques do Dakar deste ano, competirá entre as motos.
André Azevedo ainda não escolheu o seu navegador para a categoria caminhões. No rali africano, o piloto competiu ao lado do primo Luiz Azevedo e do checo Mira Martinec - nos Sertões é apenas um parceiro.
"Meu navegador ainda não está definido. O Robson Pereira foi o meu parceiro nas últimas edições, mas ele é médico em São José dos Campos e pode ficar fora", comentou o piloto de 45 anos.
Azevedo apenas lembrou que o fator segurança no Rali dos Sertões ainda deve um pouco em comparação ao Dakar.
"O Dakar fica no Saara e praticamente não há pessoas no percurso. Já o Rali dos Sertões é disputado em regiões com certa habitação e se torna um pouco mais perigoso para nós. Outro perigo é a presença constante de animais na pista, como cachorros e cabritos, enquanto no Dakar nunca encontramos camelos", destacou.
- Redação Terra

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