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 Advogados tentarão reabrir inquérito policial por morte no centenário
06 de setembro de 2011 10h00

Os advogados da família de Amanda Ferraz Geremias, atropelada pelo ônibus que transportava a delegação do Corinthians após a festa pelo centenário no Vale do Anhangabaú, tentarão reabrir o inquérito policial sobre o caso, arquivado pelo Ministério Público Estadual.

Um vídeo do acidente, obtido pelos familiares de Amanda na metade de 2011, e um novo rol de testemunhas são os argumentos dos representantes da família para pedir a reabertura do inquérito policial, na tentativa de atuar como assistente do Ministério Público Estadual para apurar a eventual responsabilidade do motorista do veículo.

Diógenes Mello Pimentel Neto, representante do Corinthians, minimizou a tentativa de reabertura. "Eles têm todo o direito de fazer isso. Mas só o fato de o inquérito policial ter sido arquivado já demonstra que não há culpa alguma por parte do Corinthians", afirmou o advogado, que diz não ter visto o vídeo do acidente.

O escritório Salgado Junior Advogados Associados, contratado por Ana Maria Ferraz de Oliveira, mãe de Amanda, também pleiteia R$ 6.524.562 por danos morais e materiais. O acidente fatal completou um ano na última quinta-feira, data do 101º aniversário do clube."São 100 anos de Corinthians e um ano sem Amanda. Até agora, nada de indenização. A família está desamparada e a mãe da Amanda está com problemas psicológicos, ela sente muito a falta da filha. Eu acho que deveria ter uma atitude diferenciada do Corinthians", afirmou o advogado Ricardo Salgado.

Na área cível, as duas partes foram questionadas formalmente sobre o interesse em participar de uma audiência de tentativa de conciliação e têm até o próximo dia 11 de setembro para responder. A família de Amanda já aceitou o encontro, enquanto o Corinthians ainda estuda a possibilidade de participar.

Gazeta Esportiva