Eduardo Paes e Daniel Brélaz falaram sobre o legado da Olimpíada no Rio
Foto: Mônica Garcia/Bulcão e Tresdê Assessoria e Comunicação Ltda - Especial para o Terra
- Mônica Garcia
- Direto do Rio de Janeiro
A cidade do Rio de Janeiro, que sediará a Olimpíada de 2016, promove pela primeira vez, nesta quinta e sexta-feira, a IV Cúpula de Lausanne Rio 2011 - Encontro Mundial de Cidades Olímpicas e Paraolímpicas que já sediaram ou sediarão os Jogos - para discutir o legado social e de sustentabilidade deixado pelo maior evento esportivo do mundo, os Jogos Olímpicos.
O encontro foi aberto na manhã de hoje em um hotel na orla de Copacabana, na Zona Sul da cidade, pelo prefeito de Lausanne (Suiça), Daniel Brélaz.
Brélaz falou que o maior legado é o progresso deixado pelos Jogos Olímpicos. "Sei que nem todos os problemas com segurança, sustentabilidade, mobilidade urbana e social, serão resolvidos. Mas esperamos que parte deles sejam solucionados no Rio", afirmou.
Depois foi a vez do prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, apresentar através de um vídeo o trabalho que o governo municipal vem realizando para a Olimpíada. Ele brincou sobre as visitas de inspeção que o COI (Comitê Olimpico Internacional) vem realizando na cidade.
"Esse pessoal do COI é durão, está sempre aqui inspecionando tudo. É duro passar eles para trás. Mas está tudo dentro dos prazos", comentou.
Para o prefeito do Rio, a Olimpíada foi um grande pretexto para que a cidade passasse por uma grande transformação que precisava há muito tempo.
"A Olimpíada está servindo como uma grande desculpa para fazer tudo aquilo que precisava ser feito, mas nunca foi. Assim acabaremos com uma certa letargia, que o Rio ficou por muito tempo. O importante é entender que a Olimpíada significa a possibilidade de melhorias na vida do carioca. E que os Jogos, o encontro de nações, vai passar. Mas os benefícios ficarão para sempre, afirmou Paes.
A presidente da Empresa Olímpica Municipal, Maria Silvia Bastos, também participou do encontro, e falou da importância do legado para a cidade, e que tudo tem que ser feito nos mínimos detalhes.
"Estamos aproveitando essa oportunidade para mudar tudo que sempre queríamos e necessitávamos. O diabo mora nos detalhes. E essa discussão do legado está muito entranhada desde a nossa candidatura, e hoje na nossa prática diária. Temos a preocupação de dar um uso contínuo aos equipamentos construídos após o evento. E o COI tem entendido isso, e aceitado algumas modificações necessárias para a cidade.
Já o presidente do COB (Comitê Olímpico Brasileiro) e do COL (Comitê Olímpico Local - Rio 2016), Carlos Arthur Nuzman, foi apresentado como um "herói brasileiro", pelo apresentador do encontro, que lembrou a luta do antigo jogador de vôlei, em trazer o evento esportivo para o Brasil.
Nuzman falou que o mais importante é que os Jogos deixem um legado social e de sustentabilidade para a cidade.
"O Rio está mudando. Eu entendo que, no Rio de Janeiro, será a maior transformação de uma cidade na história dos Jogos, pelas mudanças e transformações que terá. A Olimpíada atingirá a cidade como um todo, diferente de Barcelona, que foi somente uma área", disse Nuzman.
Matriz de Responsabilidades não é entregue ao COI novamente
O presidente do COB também falou sobre a não entrega da Matriz de Responsabilidades - o documento detalha a participação de cada nível de governo (municipal, estadual e federal) nas obras envolvendo os Jogos de 2016 - ao Comitê Olímpico Internacional (COI), nessa quarta visita do Comitê ao Rio, que terminou ontem.
"O novo prazo de entrega foi marcado para março de 2012, quando o COI voltará ao Brasil. Isso em nenhum momento prejudica a organização do evento, que está absolutamente em dia com os prazos das obras. O Comitê está muito contente com o nosso trabalho", afirmou o presidente do COB.
A Matriz de Responsabilidades seria apresentada pelo presidente da Autoridade Pública Olímpica (APO), Márcio Fortes, nos encontros desta semana, mas não aconteceu. O impasse está na definição de atribuições da União, que tem investimentos pesados em infraestrutura na cidade tanto para a Copa, quanto para as Olimpíadas. A construção de instalações esportivas em Deodoro e a conclusão das obras no Aeroporto Tom Jobim, são algumas obras de âmbito federal.
Em outubro, Márcio Fortes afirmou que analisava propostas de investimentos que chegavam a R$ 45,3 bilhões e que pretendia bater o martelo até a reunião do COI.
- Bulcão e Tresdê Assessoria e Comunicação Ltda - Especial para o Terra


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