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 Júlio César tenta explicar falhas defensivas em sua volta ao Timão
15 de agosto de 2011 10h30

Recuperado de lesão, Júlio César foi saudado como astro desde o aquecimento no Pacaembu em seu retorno à meta corintiana. Mas o empate por 2 a 2 com o Ceará não trouxe só aspectos positivos. O goleiro sofreu com desatenções e falhas inclusive dele e, embora aprovado por Tite, teve que se explicar pelos gols que sofreu.

O primeiro vacilo ocorreu no primeiro gol adversário, quando Chicão, Leandro Castán e Júlio César ficaram indecisos quanto a quem ficaria com a bola dentro da área. O atacante Osvaldo teve a atitude que faltou e aproveitou para tocar nas redes, igualando o placar aos 29 minutos do primeiro tempo nesse domingo."O primeiro gol foi uma bobeada geral nossa que não pode acontecer. O Castán não tirou a bola, o Chicão veio cortando e fiquei no gol. Quando o Chicão falou ''vem Júlio'', já era tarde", relatou o goleiro, com a concordância de Tite, que lhe fez elogios também.

"Faltou uma sintonia fina maior. Mas ele fez duas boas defesas, mostrou que tinha condições de jogar", enalteceu o treinador, lembrando da atuação decisiva do jogador para segurar a pressão cearense. Só não foi suficiente em bate-rebate no qual ele acabou espalmando nos pés de Rudnei, que colocou nas redes para empatar aos 40 minutos do segundo tempo.

"No segundo gol, vacilamos por não tirar a bola no segundo pau. Não pode o Edmilson zagueiro do Ceará ficar sozinho para colocar a bola na área", reclamou Júlio César, novamente isento de culpa na opinião do chefe. "No momento da bola parada, não é só zagueiro, todos têm uma função definida de marcação", disse Tite.

O treinador ainda reforçou que não se pode cobrar de Júlio César o mesmo rendimento que tinha antes da lesão. "Não se retoma o ritmo sem uma situação normal. Sempre que você volta, perde-se um pouco da coordenação de movimento e da comunicação. Futebol é assim. Esse tal de entrosamento que falo desperta um pouco. Mas é do contexto. É nosso."

O goleiro, por sua vez, demonstra irritação com as falhas de todos. Mas evita polemizar. "Estamos jogando bem, nos falta matar o jogo mais cedo para não ficarmos sofrendo toda hora com o perigo de empate. Temos que acordar em algumas coisas, mas não podemos expô-las. É internamente", indicou Júlio César.

Gazeta Esportiva