Multicampeão no futebol gaúcho, especialmente à frente de Grêmio e Internacional, Tite entende ser preciso conquistar a paciência da torcida do Corinthians também com um título. Enquanto não o obtém, o técnico sabe que continuará sendo pressionado no comando do time.
"Na história dos técnicos, tu precisa ter título para que a coisa fique um pouquinho mais calma. Culturalmente, é assim. Quando vai para clube onde tem tempo para trabalhar, fica mais fácil. Quando não tem, é pau dentro. Mas, desde que seja no limite do amor (do torcedor), da paixão pelo clube... Quando passa disso, aí não dá", disse o comandante, cuja permanência vem sendo questionada por torcedores organizados em reuniões seguidas recentemente.
Tite usou até o exemplo de Telê Santana (bicampeão mundial, em 1992/93), de quem é fã, para se sentir menos chateado. "Falavam que ele era pé-frio. Por que não posso ser questionado? Vejo treinador campeão do mundo (referência talvez a Luiz Felipe Scolari, do Palmeiras), por que eu não posso? Quero ser digno de minha conduta, e disso eu não vou abrir mão", pontuou.Em 18 de julho deste ano, há pouco mais de dois meses e quando o Corinthians ainda liderava o Campeonato Brasileiro, ele disse, em entrevista à GE.Net, que um título importante longe do Rio Grande do Sul, mais especificamente no futebol paulista, coroaria sua carreira. Às vésperas do clássico contra o São Paulo, ele repetiu aquele discurso, mas agora sob pressão no cargo.
"Se a gente tivesse conquistado o título paulista ou o brasileiro pelo Corinthians, no ano passado, essa situação estaria sendo diferente. Mas com todos os profissionais (do futebol) é assim, independentemente do clube. Isso chateia um pouquinho, porque nós poderíamos compreender esse fervilhão de uma maneira um pouco diferente. Mas ainda não dá", encerrou o treinador.
- Gazeta Esportiva


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