O lateral esquerdo Fábio Santos soube que poderia estar em campo no clássico contra o São Paulo (que terminou sem gols) 12 horas antes de a bola rolar no Morumbi. O resultado do exame do atleta, na unidade Morumbi do Hospital São Luiz, saiu por volta de dez horas da manhã de quarta-feira e, assim que soube que a clavícula esquerda estava calcificada, ele se dirigiu ao hotel da delegação do Corinthians.
"Fiquei sabendo que existia a possibilidade na noite de terça-feira, mas não tinha feito nenhum exame. Até porque a volta estava programada para ser contra o Vasco (em 2 de outubro, um domingo)", comentou o jogador, que ainda pôde surpreender os demais companheiros ao chegar para a tempo do almoço. "Meu exame estava marcado para sexta, mas como teve o problema do Chicão e do Ramon, fiz exame na quarta. Na terça mesmo, fiz testes na fisioterapia, com quedas no chão, e não senti nenhuma dor, nada".
Fábio Santos foi surpresa de última hora para Tite. Na noite véspera do clássico, o treinador recebeu ligação do consultor médico do Corinthians, Joaquim Grava, e foi informado que o lateral passaria por exame no dia seguinte e tinha chance de ser liberado clinicamente antes do previsto. Ciente do resultado positivo, o técnico não teve dúvida em relacionar o camisa 6 para a partida, principalmente porque estava sendo obrigado a improvisar o zagueiro Leandro Castán no setor.
De fato, o defensor iniciou o duelo contra o São Paulo na lateral esquerda, porém precisou deixar o gramado ainda na primeira etapa ao acusar dores na panturrilha esquerda - ele será reavaliado e pode virar desfalque. De prontidão, mesmo sem ter participado de nenhum treinamento com o restante do elenco nas últimas semanas, Fábio Santos o substituiu até o apito final do árbitro.
"A gente arriscou. Só futebol mesmo para proporcionar isso. Logo no primeiro tempo já foi preciso que eu entrasse. Entrei e não aconteceu nada demais", comemorou o lateral. "Logo no primeiro lance, o Casemiro (volante do São Paulo) me jogou para o alto e eu caí. Mas me virei para cair com o ombro direito no chão (risos). O pior já passou", concluiu, sorridente, o corintiano, que agora espera readquirir o ritmo ideal de jogo ao engatar uma nova sequência na equipe titular.
- Gazeta Esportiva


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