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 Preocupação dos rivais e jogo-treino viram argumentos pró-Rivaldo
23 de setembro de 2011 08h30

Adilson Batista não deve inovar para substituir o suspenso Casemiro, escolhendo Denilson, recuperado de lesão muscular e gripe, para formar o time que enfrenta o Botafogo no domingo. O técnico, porém, ganhou no jogo-treino dessa quinta-feira, contra uma equipe de atletas do sub-17, mais pressão para escalar Rivaldo como titular no Engenhão. Além do argumento dos próprios atletas de que ele causa uma espécie de medo nos rivais.

Nenhum jogador, nem mesmo Rivaldo ou Rogério Ceni, responsável pelo convite que trouxe o pentacampeão para o clube em janeiro, falam claramente da necessidade de ter o melhor jogador do mundo em 1999 desde o início. Mas até os mais tímidos criam coragem para enaltecer as qualidades do camisa 10.

"Se você observar bem o jogo, ter o Rivaldo é uma preocupação e um peso para o adversário. Com ele em campo, o jogo fica diferente. Quando ele vem buscar a bola, sai um volante deles junto porque sabe que o Rivaldo bate bem na bola, é diferenciadíssimo porque sabe o que faz com ela no pé. Além de ser um ídolo de todos", opinou Wellington, lembrando que o experiente colega abre espaço para volantes, como ele, atacarem.

E o veterano mostrou mais do que isso no jogo-treino. Da maneira como fazia quando era um dos homens de confiança de Adilson, Rivaldo, entre os reservas, andava pouco, mas o suficiente para fazer o meio-campo funcionar. E não precisou tocar muitas vezes na bola para deixar os companheiros na cara do gol - deu a assistência para Luis Fabiano fazer um e ofereceu outros perdidos pelo astro, Henrique e Marlos.O meia fez tudo sob os olhares de Juvenal Juvêncio, que esteve no CCT da Barra Funda nessa quinta-feira. É público que o presidente, embora não interfira claramente ou de forma decisiva na escalação, tenha o costume de debater mesmo com os treinadores o desempenho da equipe e seus atletas. Adilson sabe disso.

Cansaço não é um argumento que o atleta de 39 anos aceita como explicação para ficar no banco de reservas, como já ocorria com Paulo César Carpegiani e ele se disse humilhado. Mas, provavelmente, não será desta vez que o treinador lhe dará nova oportunidade. A grande dúvida é o que fazer com o meio-campo quando Casemiro e Denílson estiverem à disposição - Carlinhos Paraíba ou Wellington podem ser sacados.

"Não vou arriscar. É muita dor de cabeça decidir quem vai sair para o Denilson entrar. Mas é um grande jogador. O time está muito bem e, se ele entrar, vai poder nos ajudar", falou Wellington, admitindo que Casemiro e Denilson mais se completam do que disputam uma posição.

"O Casemiro tem mais liberdade para sair para o ataque e é um a mais que sobe na área. É um volante com características bem diferentes das do Denilson. Não sei como o Adilson vai escalar o time", continuou o volante, usado por Adilson tanto na cabeça de área, costumeiramente de Denilson, quanto mais avançado, como Casemiro.

Gazeta Esportiva