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 Depois do Espanhol, Barcelona quer Copa dos Campeões
04 de maio de 2006 16h32

O Barcelona, depois de conquistar o bicampeonato da Liga Espanhola de Futebol na quarta-feira, quer agora a hegemonia do futebol europeu. Para isso, precisa vencer o inglês Arsenal na final da Copa dos Campeões, que será disputada no próximo dia 17 de maio no Stade de France de Saint Denis, na periferia norte de Paris.

Joan Laporta, presidente do clube "culé", e o técnico holandês Frank Rijkaard, deixaram muito claro na quarta-feira, depois de conquistar seu 18º título espanhol, que percorreram apenas a metade do caminho. Mostraram que querem mais. E os jogadores estão de acordo.

"Já temos duas ligas consecutivas e não queremos parar", assinalou Xavi, o grande ausente da temporada, devido a uma grave lesão que sofreu em dezembro de 2005. Xavi voltou na 34ª rodada, no jogo do título contra o Cádiz, que o time catalão venceu por 1 a 0.

"Devemos comemorar o título, mas não em demasia, porque no dia 17 temos um objetivo muito importante", disse o capitão Puyol, lembrando o jogo contra o Arsenal pela Copa dos Campeões.

Para alcançar o segundo objetivo do clube, conquistar sua segunda Copa dos Campeões depois do título de 1992, Rijkaard apostará no mesmo sistema tático, o 4-3-3, que lhe rendeu ótimos resultados, com os mesmos jogadores e com Ronaldinho liderando o time.

O brasileiro marcou 16 gols em 28 partidas. "Esta segunda Liga é a da consolidação da ''era Ronaldinho''", escreveu o diário esportivo catalão El Mundo Deportivo. "Ganhar a ''Champions'' em Paris será a coroação".

"O Barcelona tem em seu plantel o melhor jogador do mundo e isso marca. Mas isso é pouco, se junto dele não houver jogadores com uma mentalidade vencedora, agressivos ou motivados", destacou o jornal catalão.

Ronaldinho, que ganhou seu segundo título em sua terceira temporada no Barcelona, está bem acompanhado: o luso-brasileiro Deco, atrás, o camaronês Samuel Eto"o, na frente, e o argentino Leo Messi, à sua direita, formam o grupo de escudeiros de luxo do Bola de Ouro de 2005.

O primeiro realizou um trabalho assombroso de contenção no centro do campo, enquanto o segundo confirmou neste ano que é um dos melhores artilheiros da Europa. O terceiro impressionou o mundo.

Promessa da campanha passada, o pequeno Messi se tornou um dos titulares indiscutíveis de um Barcelona que, neste ano, sofreu apenas quatro derrotas no Espanhol.

Contundido desde 7 de março, no jogo de contra o Chelsea pelas oitavas-de-final, o argentino não está seguro de poder disputar a final da Copa dos Campeões.

AFP
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