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Em estreia de Assunção, Lusa só empata com Oeste e segue calvário

29 jul 2014
22h50
atualizado às 23h22

A situação da Portuguesa é cada vez mais delicada na Série B do Brasileiro. Nesta terça, o time rubro-verde estreou Marcos Assunção para renovar as esperanças de seu torcedor, mas nada mudou. Em um Canindé vazio, com apenas 804 pessoas, a Lusa voltou a jogar mal, deixou o torcedor na bronca e apenas empatou em 0 a 0 com o Oeste, confirmando um lugar entre os quatro piores da competição.

Após o empate desta terça-feira, a Portuguesa chega ao quarto jogo sem vencer na Série B do Campeonato Brasileiro. Com apenas 12 pontos, o time do Canindé segue na zona de rebaixamento, na 18ª colocação. O próximo compromisso será no dia 5 de agosto, contra o Luverdense, no Mato Grosso.

Já pelo lado do Oeste, o resultado sem gols desta terça também não foi bom. A equipe de Itápolis permanece no 16º lugar, com 15 pontos ganhos e pode voltar à degola com os jogos que complementam a rodada. Na próxima rodada, o time rubro-negro entra em campo no dia 9 de agosto, contra o Avaí, no interior paulista.

Jogo ruim e protestos da torcida

Com o estreante Marcos Assunção em campo, a principal estratégia de Marcelo Veiga já pôde ser vista nos primeiros lances: usar a força da bola parada para, enfim, voltar a vencer. O desempenho do time do Canindé, no entanto, era pífio. Sem conseguir trabalhar a bola no ataque, chegava pouco ao gol adversário e ainda deixava espaços para o Oeste descer em velocidade.

Aos 13, o lateral Jussandro arriscou chute de fora da área, mas Anderson foi bem e espalmou para escanteio. Serginho, em mais uma bola levantada para a área, completou para fora. Já aos 20, em uma das únicas trocas de passes do time da casa, Bryan Aldave apanhou da bola, não conseguiu dominar dentro da área, mas perdeu o lance.

Se a Portuguesa tinha dificuldades para chegar, o Oeste não fazia muito esforço. Ainda assim, criou a melhor chance na bola parada. No cruzamento para a área, Rafael Santos saiu muito mal, o zagueiro Cris ficou sem marcação e mandou para fora. Com o passar do tempo, a pequena torcida presente no Canindé perdeu a paciência e desde os 34 minutos do primeiro tempo passou a criticar jogadores, diretoria e treinador.

Nada melhora no empate sem gols

Após um intervalo tenso, no qual alguns torcedores tentaram invadir o setor de cadeiras cobertas do Canindé para protestar contra a diretoria, a Portuguesa deu ainda mais motivos para críticas no início do segundo tempo. Mais desorganizado, o time do Canindé seguiu com dificuldades de criar e permitiu com que o Oeste passasse a ter um leve domínio da partida.

Já aos dois minutos, Serginho cobrou falta com perigo para o Oeste e Rafael Santos fez bela defesa. Mais tarde, o mesmo atacante chegou a balançar as redes, mas estava em posição irregular. Para responder, a Portuguesa voltou a acionar sua única arma. No meio de campo, Marcos Assunção cobrou falta para a área e Bryan Aldave quase marcou. Na sequência, o volante quase marcou em chute direto.

Mesmo com as jogadas mais agudas, o jogo não melhorou com a proximidade do apito final. A Portuguesa seguiu errando muito, enquanto o Oeste não aproveitava os espaços que tinha para contra-atacar. Marcelo Veiga ainda tentou colocar Marcelinho para dar mais velocidade ao ataque, o que foi em vão. Nas arquibancadas, os gritos de "time sem vergonha" resumiam o que era visto no Canindé.

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