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Após sequestro, Valdivia dará entrevista na Academia nesta quinta

13 jun 2012
19h27
atualizado às 20h43

O meio-campista Valdivia resolveu acabar com o silêncio no Brasil após o sequestro relâmpago que sofreu na última quinta-feira. Ele dará entrevista coletiva às 11h desta quinta-feira, na Academia de Futebol. A informação foi confirmada pela assessoria do Palmeiras.

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Valdivia falará pela primeira vez no País sobre o crime da última semana e o seu futuro no clube. Ele se reuniu com o gerente de futebol alviverde, César Sampaio, na última segunda, mas a decisão se permanecerá no clube deverá sair na próxima sexta-feira.

Até o momento, o palmeirense só falou uma vez sobre o assunto, em entrevista à TVN, no Chile. Na ocasião, a mulher dele, Daniela, garantiu que não volta ao Brasil. Entre outras coisas, Valdivia disse que dificilmente viveria no país sem a família.

Entenda o caso:
Valdivia foi vítima de um sequestro relâmpago na noite da quinta-feira, dia 7 de junho, na Avenida Sumaré, na zona Oeste de São Paulo. O jogador foi rendido por dois homens armados e ficou durante quase três horas como refém até ser libertado na frente da Academia de Futebol, na Avenida Marquês de São Vicente. O chileno não sofreu ferimentos e teve R$ 1 mil roubados (máximo permitido para saques em caixas eletrônicos no horário).

No momento do sequestro, Valdivia estava acompanhado da mulher, Daniela Aránguiz, que ficou impressionada com o acontecimento e pediu para retornar ao Chile. O camisa 10 foi dispensado da partida de sábado (dia 9) contra o Atlético-MG, no Estádio do Pacaembu, e autorizado a viajar a Santiago na manhã da sexta. O meio-campista havia dito que se reapresentaria na segunda (11).

Em entrevista à emissora chilena TVN, porém, Daniela disse que havia sofrido uma tentativa de agressão sexual dos sequestradores e frisou que não regressaria a São Paulo. "Quando ficamos sozinhos, ele (sequestrador) tentou me tocar. Eu não posso voltar ao Brasil. Tínhamos uma vida, compramos um apartamento, mas eu e meus filhos não vamos voltar", assegurou.

Ciente dos problemas, o Palmeiras admitiu alongar o prazo para que Valdivia se reapresentasse. Gerente de futebol da equipe alviverde, César Sampaio declarou que o meia estava "bem abalado" com o ocorrido e que era necessário "respeitar o lado humano e dar o apoio necessário". O dirigente afirmou que o camisa 10 deveria retornar "quando estivesse bem" e "com a cabeça no clube".

Valdivia, aliás, não se reapresentou na data inicialmente marcada e faltou ao treinamento realizado na manhã de 11 de junho. O meia, porém, embarcou na companhia do pai (e sem a mulher) em Santiago a caminho do Brasil para se reapresentar ao Palmeiras. Contudo, o volante Claudio Valdivia, irmão mais novo do palmeirense, informou que o atleta está disposto a deixar o Palestra Itália.

"A ideia é voltar ao Brasil para conversar com os dirigentes e chegar a um acordo. O Jorge não está bem e viajará nosso pai com ele, para que veja o assunto do contrato. Talvez seja possível ver uma cláusula para deixar (o Palmeiras) e jogar em outro país. Ele quer estar com a família e não conseguirá isso lá (no Brasil)", disse Claudio Valdivia, que chegou a defender o Palmeiras B durante a primeira passagem do meia chileno pelo clube.

Valdivia dará primeira entrevista no Brasil após ter sofrido sequestro ao lado da mulher
Valdivia dará primeira entrevista no Brasil após ter sofrido sequestro ao lado da mulher
Foto: Ricardo Matsukawa / Terra
Fonte: Lancepress!
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