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Brunoro confirma confiança total em Kleina e se incomoda com vaias

19 mar 2013
11h16
atualizado às 12h03
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As reclamações de parte da torcida do Palmeiras em relação ao técnico Gilson Kleina não são compreendidas pela diretoria do clube. Em entrevista ao Terra, o diretor executivo José Carlos Brunoro reiterou que a confiança no treinador é "total" e lembrou que os resultados são bons para uma equipe que foi montada em cima da hora para a temporada de 2013.

Brunoro blinda Kleina e cutuca técnicos dos concorrentes

"(A confiança) É total. Futebol é uma coisa maluca. O Gilson perdeu só dois jogos, tirando o da Penapolense (em 27 de janeiro), com o time montado praticamente em 20 dias. Estão faltando ainda jogadores, tem competição em andamento e ainda estamos recebendo jogadores. A gente perde dois jogos e vira um clima, o time não serve, o técnico tem que sair, vaia em cima do time. É difícil de entender", lamentou o dirigente.

Para Brunoro, o trabalho de Kleina deve ser avaliado de acordo com as condições atuais do Palmeiras. Com uma equipe recém-montada e uma nova diretoria instalada neste ano, o clube alviverde não vem fazendo papel pior que alguns de seus concorrentes, na visão do diretor - que não citou nomes de rivais.

"Quando você está no mercado de trabalho, você tem que estar sempre monitorando seus concorrentes. Estou vendo alguns que têm trabalhos mais longos que o nosso, investimentos maiores, fazendo o mesmo papel. E só no Palmeiras vira essa loucura que está. A gente quer sim manter o Gilson, tem feito um trabalho muito legal, tem que dar tranquilidade a ele e aos jogadores", afirmou.

Questionado se Gilson Kleina é unanimidade dentro do clube, Brunoro foi enfático ao dizer que o treinador tem o apoio necessário: dele próprio, do presidente Paulo Nobre e do gerente de futebol Omar Feitosa. Já os conselheiros do clube foram deixados de fora do que o diretor executivo considera relevante para a tomada de decisões.

"Unanimidade dentro do Palmeiras, hoje, tem que ser o presidente, eu e o Omar, que trabalha com o grupo. Da nossa parte, ele está tendo todo o respaldo. Pelo que a gente sente no jogo, na mídia e dos conselheiros é que não. O Kleina sente essa tranquilidade da nossa parte, mas no íntimo ele deve estar preocupado, assim como os jogadores, que não podem errar uma bola que toma vaia. Até a mim incomoda, imagina a eles", criticou.

Fonte: Terra
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