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Com dois a mais, Verdão vence sua 'bagunça' e o Paulista, e é vaiado

14 mar 2013
22h31
atualizado em 15/3/2013 às 04h31

Após três jogos, o Palmeiras, enfim, venceu. Jogando quase todo o segundo tempo com dois jogadores a mais, a equipe se mostrou bagunçada em campo, mas conseguiu marcar os gols que faltaram nas últimas partidas e foi capaz de vencer o Paulista por 2 a 1 na noite desta quinta-feira, no Pacaembu. Mas não agradou, a ponto de ser intensamente vaiado.

O time de Gilson Kleina precisou de menos de dois minutos para balançar as redes, mas com a ajuda do zagueiro Dráusio, que se atrapalhou com o goleiro Richard e fez contra. O clube de Jundiaí ainda empatou com Marcelo Macedo, aos 13, e até dominava no primeiro tempo. Mas um cruzamento de Patrick Vieira na cabeça de Vilson definiu o placar ainda aos 44 minutos do primeiro tempo.

Aos 45 da etapa inicial, o meia Renato foi expulso por chutar Valdivia. Aos 11 do segundo tempo, foi a vez de o volante Matheus receber o cartão vermelho. Superioridade numérica que escondeu os problemas do Verdão, com atletas mostrando não saber ou respeitar seu posicionamento em campo. Fernando Prass precisou fazer grandes defesas para evitar o empate.

Problemas táticos à parte, o Palmeiras somou três pontos e figura na sexta posição, com 20. No domingo, às 16 horas (de Brasília) o time visita o São Caetano no ABC com o objetivo de ficar entre os quatro primeiros colocados. No mesmo dia, o Paulista, 12º colocado a quatro pontos da zona de rebaixamento, recebe o Botafogo às 18h30.O jogo - Como gosta Kleina, o Palmeiras iniciou a partida com intensa pressão no campo adversário, a ponto de ter a favor dois escanteios com menos de dois minutos. No segundo, saiu o gol graças à confusão entre o goleiro Richard e o zagueiro Dráusio, pressionados por Mauricio Ramos. O toque do defensor do Paulista definiu a abertura do placar.

Depois de três jogos, finalmente o Verdão balançou as redes. E o quadro parecia perfeito, com Patrick Vieira aparecendo bem na ponta direita, sempre como opção de passe para Valdivia e com Kleber como alvo nos passes na área. Na esquerda, Vinicius tinha menos dificuldades com Marcelo Oliveira descendo mais do que costuma. O time estava tão ofensivo que só Weldinho e os zagueiros ficavam atrás do meio-campo.

Mas este time do Palmeiras parece não ter aprendido ainda a lidar com adversidades. E o problema com a defesa continua. De tanto aproveitar passes errados nas insistentes ligações diretas tentadas pelos comandados de Gilson Kleina, o Paulista foi deixando de ter, no mínimo, sete atletas atrás da linha da bola para ir avançando.

Aos 13 minutos, uma dessas falhas foi decisiva. Em contra-ataque puxado com velocidade, a bola sobrou para Hudson bater cruzado. Marcelo Macedo só teve o trabalho de desviar para empatar, sob protestos de jogadores e torcedores do Palmeiras, que cobravam impedimento inexistente porque Mauricio Ramos dava condição ao atacante da equipe visitante.Mas o nervosismo já estava exposto. E Kleina, que na véspera comandou treino tático com o time titular sem enfrentar ninguém, via do banco atletas que pareciam não ter posição em campo. E erravam muito. Marcelo Oliveira era um exemplo disso, já que levou amarelo por perder uma bola nos primeiros minutos e ficou perto de ser expulso o tempo todo em que esteve em campo.

Atrás, a zaga e até o goleiro Fernando Prass trabalhavam como armadores para o Paulista, que carimbou o travessão em cobrança de falta de Rodolfo. As vaias já eram preparadas quando Patrick Vieira arrancou pela direita e viu Vilson posicionado como centroavante. O cruzamento foi preciso para o camisa 15 fazer 2 a 1 aos 44 minutos.

No minuto seguinte, Renato acertou Valdivia no chão e recebeu cartão vermelho. O sentimento de alívio dominou o estádio. Para evitar problemas, Kleina trocou Marcelo Oliveira por Juninho, tentando manter a superioridade numérica. Só faltou a equipe mostrar isso em campo.

O atacante Cassiano driblava e limpava como queria na defesa palmeirense. Quem começou a ver o jogo no intervalo, dificilmente acreditaria que o Verdão tinha um jogador a mais. Até porque, aos 11 minutos, Henrique salvou um novo empate em cima da linha, em contra-ataque criado pelo árbitro Luiz Flavio de Oliveira, que cortou passe de Márcio Araújo no ataque.Mais uma vez, porém, um erro adversário salvou os comandados de Kleina. Aos 12 minutos, Matheus recebeu seu segundo amarelo e deixou o Paulista com um a menos. O técnico Giba já não tinha mais o que fazer além de recuar sua equipe para evitar uma goleada.

Pelo que foi visto nesta quinta-feira, dar campo ao Verdão não tinha problema. Kleina mexeu no time, mas os jogadores continuavam mostrando não ter posição. Mesmo com dois a mais, era nítido até nos olhos da torcida a tensão por algum contra-ataque, já que Fernando Prass precisou executar grandes defesas. Na frente, a equipe criava menos e, quando o fazia, finalizava muito mal.

Mas, com os mesmos problemas das derrotas para Libertad e Tigre e do empate com o São Paulo, o Palmeiras, finalmente, voltou a vencer e marcar gol. A bagunça, nesta noite, não custou os três pontos. Apesar das vaias da torcida.

Gazeta Esportiva Gazeta Esportiva
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