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Com nove reforços, diretoria começará a cobrar resultados de Kleina

16 fev 2013
10h04
atualizado às 11h12
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Desde enquanto ainda era candidato à presidência do Palmeiras, Paulo Nobre se recusava até a cogitar demitir Gilson Kleina, pensamento mantido quando José Carlos Brunoro chegou como diretor executivo. Mas, três semanas depois, nove contratações foram acertadas. E a contrapartida do técnico passará a ser exigida de forma mais ríspida.

<p>Na vis&atilde;o da diretoria palmeirense, Gilson Kleina agora tem elenco encorpado para trabalhar</p>
Na visão da diretoria palmeirense, Gilson Kleina agora tem elenco encorpado para trabalhar
Foto: Ricardo Matsukawa / Terra

"O problema é que não tínhamos elenco, era muito pequeno. Mas agora chegaram jogadores, dá para o treinador trabalhar, montar o time. Tudo é diferente do que estava. Do grupo, tem que se formar equipe", cobrou Brunoro, ciente de que falava pouco antes do primeiro clássico da temporada, diante do Corinthians, neste domingo.

Embora o próprio dirigente até se recuse a usar o termo reforço para os recém-contratados Vilson, Weldinho, Marcelo Oliveira, Charles, Léo Gago, Ronny, Rondinelly, Leandro e Kleber, todos correspondem à meta traçada pela diretoria de montar um elenco capaz de subir na Série B do Brasileiro e garantir o clube fora da segunda divisão nacional no ano de seu centenário, em 2014. E Kleina sabe disso.

"Para quem não estava sendo aproveitado nas suas equipes, o Palmeiras está dando oportunidade. Potencial eles têm", elogiou, ciente de que as negociações de Luan e Barcos não serão admitidas como desculpa. "Perdemos jogadores, mas conseguimos solucionar. Temos que procurar uma identidade. Se não tivermos de uma maneira, vamos trabalhar de outra, procurar a variação de jogo", comentou.

A partir de agora, o desempenho do time no Campeonato Paulista e na Libertadores será ainda mais decisivo para definir se Gilson Kleina segue no comando do Palmeiras na Série B. A alternativa do técnico, considerado por Nobre alguém que sabe motivar seus comandados, é estimular uma equipe aguerrida, como na vitória sobre o Sporting Cristal, na estreia na Libertadores.

"Se não tivemos técnica, teremos o espírito de luta que nos dá a vitória. Podemos fazer uma equipe muito forte. Se os resultados vierem, fica muito mais fácil porque aflora a confiança. Precisamos nos habituar a um vestiário de alegria, isso nos deixa fortalecidos", afirmou o treinador.

Por enquanto, Brunoro aprova o trabalho do técnico, mas não aceita o time alviverde como azarão. Inclusive no clássico deste domingo. "Em clássico, o abismo some e aparece uma ponte. Sempre que Palmeiras ou Corinthians estão piores, aparece a tradição. O Palmeiras pode ganhar de qualquer time hoje", sentenciou o dirigente.

"Não se pode considerar o Palmeiras como zebra. O Palmeiras tem tradição e a mostra quando entra em campo. Este grupo agora tem que se transformar em equipe", insistiu Brunoro, como um recado claro a Gilson Kleina.

Gazeta Esportiva Gazeta Esportiva
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