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Nobre apoia veto de Dilma e quer cartolas responsabilizados

20 jan 2015
16h41
atualizado às 17h23
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Paulo Nobre gostou da decisão da presidente Dilma Rousseff, que nesta segunda-feira vetou o artigo 141 da Medida Provisória 656/14, apresentado no fim de 2014, que previa um prazo de 20 anos para quitação de débitos dos clubes sem nenhuma contrapartida. Segundo o mandatário do Palmeiras, as entidades esportivas não precisam de uma "anistia" para renegociar as dívidas e arcar com seus compromissos.

"A minha opinião sobre essa lei, eu já falei várias vezes. Na minha opinião, futebol é praticamente uma religião nacional. Por esse motivo eu admito que dinheiro público venha salvar os clubes que estão nessa situação que estão hoje. Porém, sem contrapartida, não faz o menor sentido envolver dinheiro público para ajudar os clubes. Se isso não acontecer, em dez anos você vai ter a mesma situação que estamos vivenciando", afirmou o palmeirense.

<p>Paulo Nobre quer que dirigentes de clubes sejam responsabilizados na pessoa física por má gestão</p>
Paulo Nobre quer que dirigentes de clubes sejam responsabilizados na pessoa física por má gestão
Foto: André Lucas Almeida / Futura Press

"Eu sempre digo que não queremos essa anistia. Nós queremos um refinanciamento das dívidas em um ponto que os clubes possam pagar os seus compromissos. Mas é claro que é preciso ter punição caso alguém não cumpra o acordado", disse em entrevista à SporTV.

Nobre acredita que os presidentes dos clubes devem ser responsabilizados pelos seus atos. Caso não exista essa cobrança, segundo ele, os times passarão pelos mesmos problemas nos próximos anos."Não adianta você criar uma bolha no seu mandato adiantando receita e não pagando impostos. Você não pode ser campeão, você será rebaixado. Acho que também tem que ter punição ao dirigente, pessoa física, que eventualmente possa causar essas situações que estamos vendo", afirmou.

Sem adiantar hipotéticas punições, Paulo Nobre revelou que Luiz Gonzaga Belluzzo e Arnaldo Tirone, ex-presidentes do Palmeiras, não tiveram as suas contas aprovadas e estão sendo alvos de uma sindicância.

"No Palmeiras, os dois presidentes que não tiveram suas contas aprovadas estão sendo alvos de uma sindicância. E a sindicância, obviamente, caso o Conselho assim entenda, terá punições. Belluzzo e Tirone foram os dois últimos presidentes que não tiveram suas contas aprovadas. Prefiro deixar isso para a sindicância, não sei se estatuto prevê punição com bens e expulsão do clube, depende da medida da responsabilidade de cada um. Não estou pré-julgando, há uma comissão de sindicância que analisa a responsabilidade ou não. No Palmeiras a coisa não vai ficar barata", finalizou.

Gazeta Esportiva Gazeta Esportiva
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