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Arouca desabafa contra presidente do Santos: sem palavra

31 jan 2015 - 17h11
(atualizado às 18h41)
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Arouca foi apresentado oficialmente pelo Palmeiras neste sábado, pouco antes da estreia do time no Campeonato Paulista, mas ainda estava incomodado com seu ex-clube. O volante se sentiu ofendido pela última carta do Santos, negando suas tentativas de diálogo, e avisou que o presidente Modesto Roma Junior não tem palavra.

"É complicado. Não sou de polêmica, mas aguentei por muito tempo. O presidente assumiu o clube e, no primeiro contato, em uma quinta-feira, deixou claro que pagaria tudo na sexta. Todos sabem que nada foi pago sexta, sábado, domingo ou segunda. Ou seja, em seu primeiro contato, o presidente não teve palavra. E ainda respondeu com uma carta que me ofendeu", disse, claramente irritado com a situação.

<p>Volante foi apresentado pelo Palmeiras neste sábado</p>
Volante foi apresentado pelo Palmeiras neste sábado
Foto: Daniel Vorley/Agif / Gazeta Press

"A todo o momento tentei diálogo com o clube, que vinha em débito comigo desde julho. Foram três salários atrasados, quatro de direitos de imagem, Fundo de Garantia. Em nenhum momento fiz cara feia, joguei machucado através da injeção, como todos no clube sabem. Mas, quando fecharam as portas para o diálogo, vi que não estavam mais me querendo lá", prosseguiu.

A irritação de Arouca foi com o que considerou descaso da diretoria. "O meu empresário se reuniu com os dirigentes na primeira semana de janeiro, deixou bem claro o meu incômodo porque ninguém se posicionava sobre os débitos. Passaram para o meu empresário que não tinham muito o que fazer e não negociaram se ele trouxesse propostas de outros clubes", falou, indignado.

"Eu precisava falar. Aguentei muito tempo calado, vendo todos descendo a lenha na minha pessoa. Sou pai de família, tenho obrigações a cumprir, contas a pagar, pessoas que dependem de mim. Todo trabalhar merece receber o que é prometido. Eu achava justo, ao menos, um posicionamento. Mas não houve nem isso", lamentou.

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Arouca teria sua ação julgada nessa sexta-feira, mas, no dia anterior, o Palmeiras resolveu assumir a dívida de quase R$ 1,5 milhão do Santos com o jogador e adquiriu 60% de seus direitos econômicos. O volante assume a camisa 5 alviverde, com quatro anos de contrato, com a consciência limpa em relação ao antigo clube.

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"Não foram cinco dias, foram cinco anos em que conquistei seis títulos, com mais de 280 jogos e chegando à Seleção Brasileira. Sou muito grato aos torcedores que sempre me apoiaram, alguns ainda me têm como ídolo. Não fiz nada de errado, entrei na Justiça para receber o que me deviam, não para me aproveitar do Santos. Eu mesmo conversei com o Palmeiras para ter um acordo. Tanto que o Santos continuou com 40% dos meus direitos econômicos e não me pagou o que devia", lembrou.

Gratidão, porém, não evitará festa caso o time da Vila Belmiro sofre um gol do meio-campista. "Não vejo problema nenhum em comemorar gol contra um clube por onde passei. Se eu fizer, vou comemorar, sim. O gol é um momento de felicidade, ainda mais eu, que faço poucos. Mas respeitando o Santos, por quem sempre terei carinho e gratidão", ressaltou.

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