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Por conhecer Valdivia, Verdão só crê em seu exame para avaliar edema

16 ago 2013
14h41
atualizado às 15h01

O departamento médico do Palmeiras já tem em mãos os laudos enviados pela seleção chilena apontando um edema na coxa direita de Valdivia e o jogador desembarca nesta sexta-feira no Brasil com os exames que realizou na Dinamarca. Mas nada disso será usado na avaliação do clube. Por conhecer o meia, a comissão técnica espera sua própria avaliação para saber a gravidade do novo problema física do jogador mais caro do elenco.

A definição foi passada pelo médico Rubens Sampaio em reunião com Gilson Kleina na quarta-feira, quando se discutiu se houve algum erro com o camisa 10. Ninguém no clube criticará os chilenos, sem entrar em detalhes se abusaram na intensidade dos trabalhos de um atleta que raramente treina em seu clube. Mas só se confiará no que for analisado por profissionais do Verdão.

"Não podemos antecipar a situação sem examinar o Valdivia. Nossos médicos têm um controle muito minucioso dele, com muito mais consciência para falar do seu organismo. Sabemos que há um edema, mas temos que ver a gravidade", informou Gilson Kleina, na expectativa de saber por quanto tempo ficará sem o astro de novo - ele já não enfrentará o Paysandu neste sábado.

O chileno era esperado pela manhã na Academia de Futebol, mas não apareceu no campo. "O Valdivia está trazendo os exames, mas vamos refazê-los para ter o nosso diagnóstico e ver se é só fadiga ou outra lesão. E vamos escutar do próprio jogador, que é a melhor informação que teremos. Não acredito que houve uma lesão séria, mas vamos aguardar nossos exames para sabermos se mantemos a sua programação."

Valdivia já se apresentou para a pré-temporada deste ano com atraso porque alegou ter passado suas férias treinando em uma clínica de Santiago para evitar lesões em 2013. Mas fez o procedimento sem avisar o Palmeiras, foi multado e a medida se mostrou ineficaz, já que ele passou 114 dias vetado por dores na coxa direita até voltar a ficar à disposição, há 41 dias.

Mas o discurso no clube, por enquanto, é de evitar críticas aos chilenos. "Foi coincidência. Houve zelo nosso e deles. Não contar com um craque como o Valdivia é ruim para todos", disse Kleina, agradecendo, porém, ao jogador por ter sido sincero relatando as dores que sentiu no treino de segunda-feira. "O doutor Rubens está muito tranquilo, passou o comportamento dele, da maturidade do Valdivia de ter falado com os profissionais do Chile que estava sentindo a perna pesada."A imprensa chilena tem noticiado uma desconfiança da comissão técnica de Jorge Sampaoli em relação à condição com a qual Valdivia se apresentou. Médicos do Palmeiras confirmam que ele até iniciou tratamento com gelo logo após ser substituído no sábado, mas o próprio jogador minimizou as suas dores e a alegação no Verdão é de que não houve tempo hábil para se recuperar do jogo do fim de semana e da viagem de mais de 12 horas até a Dinamarca. Por isso, o incômodo apareceu.

Valdivia foi cortado do amistoso contra o Iraque, há três dias, mas continuou com a sua seleção na Dinamarca a pedido da comissão técnica do Chile. O meia só não fará parte do grupo que enfrentará a Venezuela no dia 6, pelas Eliminatórias, se estiver machucado, e a ideia de Sampaoli era mantê-lo como membro do grupo, adaptando-se ao grupo após mais de dois anos sem se apresentar à seleção.

Na Dinamarca, o Mago já iniciou tratamento mesmo antes de fazer exames no Palmeiras. E o clube segue confiando em sua recém-adquirida consciência de importância ao time. "O Valdivia está muito maduro, tem um compromisso conosco e o vejo muito consciente. Está muito comprometido pela ambição coletiva, que é buscar o acesso com o Palmeiras, e a individual de participar da Copa do Mundo sendo um dos ídolos do Brasil e muito respeitado pela torcida do Palmeiras. Hoje ele entende esse carinho e fizemos treinamentos para resgatar o Valdivia em campo", lembrou Kleina.

"O lado técnico é nato dele, que sabe jogar, nasceu com um dom, ninguém o ensinou. Fizemos um trabalho para ele participar mais do jogo e o que vimos foi um Valdivia desempenhando um papel muito importante, com intensidade próxima a que cobramos nos treinos, sendo muito importante e demonstrando que, com condição e força, é altamente diferente, sendo um atleta muito difícil de marcar", prosseguiu Kleina, esperando, ao menos, ter o Mago na quarta-feira, contra o Atlético-PR, na estreia da equipe na Copa do Brasil.

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