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11 de outubro de 2012 • 13h05 • atualizado às 16h28

Por estatuto do Palmeiras, Marcos abandona Seleção de 2002 em despedida

Ex-goleiro brincou dizendo que a única coisa que lhe disseram foi que atuaria como titular
Foto: Bruno Santos / Terra
 
Danilo Vital
Direto de São Paulo

Em 12 de dezembro, duas equipes que grande representatividade na carreira do ex-goleiro Marcos entrarão em campo no Pacaembu para fazer sua despedida oficial dos gramados: Palmeiras de 1999, campeão da Copa Libertadores, e Seleção Brasileira de 2002, pentacampeã mundial. O camisa 12, no entanto, só vai atuar por uma delas, por conta do estatuto do clube alviverde.

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"Olha a situação em que eu fico: não posso jogar contra o Palmeiras, mas posso jogar contra o Brasil", ressaltou Marcos, em evento em um hotel da capital paulista na manhã desta quinta-feira. Ele vai "abandonar" a Seleção na qual foi titular na Copa do Mundo da Coreia e do Japão porque, de acordo com o estatuto do Palmeiras, ídolos que enfrentaram o clube em partidas não podem ser homenageados com busto na sede.

"A gente queria fazer ele vestir as duas camisas, até porque ele representa os dois lados. Mas, pelo estatuto do Palmeiras, para ele ter um busto não pode ter um jogo contra. Por isso, a gente avaliou, e a decisão é de que não dá para não ter esse busto. Estatuto é estatuto, e a gente respeita. O Marcos não vai jogar contra o Palmeiras", confirmou Leandro Valentim, representante da Geo, empresa que organiza o evento.

Colocar um busto de Marcos na sede do Palmeiras é um plano antigo muito citado no último ano, quando o goleiro avaliou sua aposentadoria, confirmada em janeiro. Para a despedida, Dida é um dos jogadores que pode assumir a meta do Brasil - era reserva no time de 2002, junto com Rogério Ceni, que não foi citado por Marcos entre os convidados. Sérgio e Velloso, com passagens de destaque pelo Palmeiras, também foram convidados.

Para a partida de despedida, Marcos afirmou que considera a ideia de se arriscar no ataque, talvez em alguma cobrança de pênalti, para enfim fazer um gol, propósito já considerado algumas vezes quando era profissional. "Pode até ser. Essa parte eu não sei muito. Só sei que eu vou jogar. E de titular. Pelo menos foi o que me prometeram", brincou o camisa 12, que espera uma boa partida.

"Na época, esse time de 99 do Palmeiras e a Seleção de 2002 dava para dar uma brigadinha boa", analisou, ao ser perguntado qual dos times foi melhor. "O Palmeiras era muito forte, tanto é que ganhou a Libertadores. Mas a Seleção tinha muito mais estrelas, tinha reposição de jogadores. Mas é claro que comparar um time com uma Seleção é sempre muito complicado", complementou.

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