0

Retrospectiva Palmeiras: da soberania nacional à repetição de vexame

24 dez 2012
09h04
atualizado às 09h50

É possível um clube se tornar o mais vitorioso da história do País e, 130 dias depois, cair para a segunda divisão? O Palmeiras provou em 2012 que sim. Um ano que começou com a tristeza do anúncio da aposentadoria de Marcos e as dúvidas quanto aos reforços trazidos para a temporada teve como auge a conquista da Copa do Brasil. O momento mais triste, porém, é uma repetição do pior vexame da história do time: o rebaixamento.

O palmeirense realmente viveu altos e baixos em 2012, com ambos personificados em Luiz Felipe Scolari. Após não chegar nem às semifinais do Campeonato Paulista, em 22 de abril, o técnico teve seu pedido de demissão negado pela diretoria - além de ter sido convencido por lideres do elenco a ficar. Mesmo assim, em 20 de maio ele anunciou no programa Mesa Redonda, da TV Gazeta que não renovaria o contrato que acabaria em dezembro.

Quando parecia chegar ao fim a trajetória do comandante da Libertadores de 1999, uma das conquistas mais importantes da história do clube, uma reviravolta aconteceu em campo. O time venceu o Grêmio no Olímpico nas semifinais da Copa do Brasil e ganhou força para levantar o troféu da competição, o seu 11º em torneios nacionais - o Verdão acumula ainda quatro Campeonatos Brasileiros, dois Torneios Roberto Gomes Pedrosa, duas Taças Brasil, a Copa do Brasil de 1998 e a Copa dos Campeões de 2000.

A festa no Paraná após o empate na final com o Coritiba era de ressurreição não só do Palmeiras. Felipão levou a taça aos torcedores, novamente seus fãs, extremamente emocionado por voltar a ser campeão - desde a Copa do Mundo de 2002, só tinha vencido o Campeonato do Uzbequistão, em 2009. Scolari ratificou seu posto como maior campeão da Copa do Brasil, com quatro conquistas.O panorama mudou tanto que apostas erradas do técnico, como as contratações do volante Chico e do atacante Ricardo Bueno, foram esquecidas. E a prorrogação de seu contrato passou a ser não só admitida, mas discutida com os dirigentes. Até a paz com o vice-presidente Roberto Frizzo foi recuperada. A sensação era de que todos os problemas tinham sido solucionados com a saída de Kleber para o Grêmio, ainda em 2011.

Mas, enquanto desfrutava sua primeira conquista importante desde a Libertadores de 1999, e a primeira sem a ajuda de um parceiro financeiro desde o Paulista de 1976, o Palmeiras se esqueceu de seu presente. Acumulando lesões e provando a falta de qualidade do elenco, o time foi perdendo no Brasileiro e fazendo da zona de rebaixamento uma residência fixa.

Até que, em 12 de setembro, dois meses após a conquista da Copa do Brasil, o time perdeu do Vasco em São Januário, caiu para o penúltimo lugar na liga nacional e tudo que se louvava antes foi desfeito. Luiz Felipe Scolari deixou o clube, assim como seu auxiliar, Flávio Murtosa (fiel escudeiro), o preparador de goleiros Carlos Pracidelli (responsabilizado pelas más atuações de Bruno) e o preparador físico Anselmo Sbragia (acreditava-se que os atletas cansavam antes dos adversários em campo).

Coube a Gilson Kleina, técnico que teve como ponto alto na carreira a conquista do acesso para a Série A com a Ponte Preta em 2011, tentar salvar o Palmeiras em 13 rodadas. Até abriu mão da Copa Sul-americana, escalando reservas e comemorando a eliminação nas oitavas de final pelo Millonarios, da Colômbia. Mas sua principal missão, no Brasileiro, deu errado.Em 18 de novembro, exatamente dez anos e um dia após o primeiro rebaixamento do Palmeiras, um chute de Vagner Love, revelado pelo clube, desviou em Román e sentenciou o empate por 1 a 1 com o Flamengo, em Volta Redonda (RJ), que pôs fim à esperança verde com duas rodadas de antecedência. Dona da terceira pior campanha entre os 20 participantes, a equipe terminou o Brasileiro com 34 pontos (29,8% de aproveitamento), nove vitórias, sete empates e 22 derrotas em 38 partidas, com 39 gols a favor e 54 contra.

Já com sua idolatria amplamente contestada por boa parte dos torcedores, e com a história manchada pelo rebaixamento do time que montou em meio à falta de dinheiro, Luiz Felipe Scolari assumiu a Seleção Brasileira menos de três meses após deixar o clube. E declarando não ter mais que responder pelo que havia acontecido com sua ex-equipe.No elenco, Valdivia, como ocorre desde 2010, voltou a frequentar mais o departamento médico do que os gramados e ganhou companheiros na rotina, como Daniel Carvalho e João Vitor, que dizia ter fraturado o pé direito logo após ter sido ameaçado pela torcida - embora aparecesse na Academia de Futebol com chinelos e sem nenhuma faixa no local. Wesley, contratado em março por R$ 14,5 milhões, operou o joelho em abril e também quase não jogou.

O lado positivo de 2012, além da conquista da Copa do Brasil, foi a chegada de Barcos. Um dos poucos "camarões" que Felipão recebeu - o técnico chamava reforços de qualidade dessa forma -, o argentino chegou sob pagamento de R$ 7 milhões à LDU, do Equador, prometendo 27 gols no ano. Fez 28, mas lutou quase sozinho para evitar o rebaixamento. Um de seus aliados foi Marcos Assunção, que suportou fortes dores no joelho direito para entrar em campo e quase agrediu Valdivia no vestiário alegando falta de disposição do chileno.

O Palmeiras, após conquistar seu 11º título nacional, terá que brigar em 2013 pela conquista mais desagradável de sua coleção: a Série B do Brasileiro. Destino que deve selar a vida política de Arnaldo Tirone. O presidente errou do início ao fim dos dois anos de sua gestão. Neste ano, falhou ao pedir a torcida que ajudasse com R$ 21 milhões para comprar Wesley, do Werder Bremen, mas não conseguiu nem R$ 700 mil e fechou a negociação um mês depois por R$ 14,5 milhões.

Agora, o dirigente não consegue negociar Valdivia, tarefa que tinha como prioridade, nem trazer os reforços pedido por Gilson Kleina. Para piorar, chegou a anunciar para conselheiros uma renovação que não ocorreu com Barcos. Mesmo assim, cogita reeleição. É mais um símbolo de atraso no clube grande mais vencedor e, ao mesmo tempo, mais vezes rebaixado no Brasil.

CAMPEONATO PAULISTAA estreia do Palmeiras em 2012, dias após o anúncio da aposentadoria de Marcos, foi em um amistoso diante do Ajax, no Pacaembu, vencido com gol no fim de Pedro Carmona mesmo diante da fraca atuação do time holandês. E o sofrimento para obter resultados positivos contra adversários apáticos foi repetido ao longo do Estadual.

Os pontos altos da campanha, como em todo o ano, vieram com Barcos. Torcedores passaram a usar proteção um pedaço de pano verde em um dos olhos para homenagear o "Pirata" após seus gols no empate por 3 a 3 com o São Paulo e na vitória por 6 a 2 diante do Botafogo de Ribeirão Preto. Mas o centroavante, além da calibrada bola parada de Marcos Assunção, já não era suficiente.

O time perdeu de virada para o Corinthians em 25 de março, no Pacaembu, e não se encontrou mais. Venceu com sufoco o Paulista de Jundiaí, foi batido pelo Guarani em Campinas e, no Pacaembu, conseguiu ser derrotado pelo Mirassol e sofrer para empatar nos acréscimos com o já rebaixado Comercial.

Tantos tropeços deixaram a equipe em quinto lugar na fase de classificação, obrigando-o a ser visitante no jogo único das quartas de final. Felipão tentou minimizar dizendo que o clube "não tem casa" enquanto o Palestra Itália é reformado. E pelo que se viu no Brinco de Ouro da Princesa, não tinha nem time: o Guarani se classificou vencendo por 3 a 2 com três falhas do goleiro Deola, que virou reserva a partir dali. Na volta de Campinas, Scolari pediu demissão, mas a diretoria não deixou e atletas experientes do elenco, como Marcos Assunção, solicitaram sua permanência prevendo que o Palmeiras se reergueria.

COPA DO BRASILAs deficiências, como previsto, não atrapalharam o time para passar de dois rivais fracos nas duas primeiras fases: o Coruripe-AL caiu com derrotas por 1 a 0 em Alagoas e 3 a 0 em Jundiaí, e o Horizonte foi eliminado logo na primeira partida ao perder por 3 a 1 no Ceará. Até aí, o Palmeiras fez sua obrigação. E, na sequência, mostrou que seguia "ostentando a sua fibra".

A vitória por 2 a 1 sobe o Paraná, em Curitiba, foi emblemática. Ocorreu três dias após a eliminação no Paulista, e logo depois do pedido de demissão de Felipão, além de ter sido a primeira partida de Bruno como titular no gol. O triunfo teve ainda a ‘estreia’ do bigode de Valdivia, que viraria moda entre os torcedores ao longo da campanha. E renovou a esperança palmeirense de alegria na temporada.

Em meio ao anúncio de que Scolari não treinaria a equipe em 2013, o time passou por Paraná e Atlético-PR até se deparar com o Grêmio. Em partida taticamente próxima à perfeição, a vitória no Olímpico por 2 a 0 veio no fim com gols de Mazinho e Barcos. O jogo de volta também foi simbólico: empate por 1 a 1 na Arena Barueri garantido por Valdivia, em sua primeira partida após sofrer sequestro relâmpago e ver sua família retornar ao Chile com medo de São Paulo.

Contra o Coritiba, o ápice não veio sem sofrimento. No mesmo dia do duelo de ida, em Barueri, Barcos foi operado por conta de apendicite e anunciado como desfalque para as duas finais. Caberia a Betinho, contratado de graça e por três meses, ser o centroavante do Verdão. O inesperado titular virou herói: sofreu o pênalti convertido por Valdivia para abrir a vitória por 2 a 0 em casa e foi o responsável pelo desvio de cabeça após falta cobrada por Marcos Assunção que selou o 1 a 1 no Couto Pereira. O palmeirense podia respirar aliviado. Por pouco tempo.

CAMPEONATO BRASILEIROO Verdão demorou a dar atenção para o torneio. Estreou sob vaias ao empatar no Pacaembu com a Portuguesa, recém-rebaixada à segunda divisão paulista, e foi acumulando tropeços até, enfim, usar sua força máxima na sexta rodada. O adversário era o Corinthians, com reservas e de olho nas finais da Libertadores. E o Derby foi vencido pelo Alvinegro, de virada, com dois gols do ainda pouco conhecido Romarinho.

A frustração foi levemente aliviada pela primeira vitória do time no Brasileiro, batendo o Figueirense na Arena Barueri. Na rodada seguinte, os reservas perderam da Ponte Preta, mas, na sequência, a esperança de que o título da Copa do Brasil daria novo ânimo se confirmava. Com times mistos, devido aos desfalques por lesão, o Palmeiras empatou com o São Paulo e o Coritiba e venceu o Náutico.

Deixar zona de rebaixamento parecia questão de tempo. Só parecia. Até a saída de Felipão, na 24ª rodada, a equipe só venceu mais três vezes. Jogadores importantes como Valdivia e Marcos Assunção passaram a se alternar no campo e no departamento médico. Contratações de emergência, como o volante Correa, o lateral esquerdo Leandro e o meia Tiago Real, não conseguiam deslanchar. E para complicar, Barcos passou a ser desfalque constante ao ser convocado para a seleção argentina.

Internamente, o grupo estava rachado. A maioria já não aguentava mais o estilo autoritário de Scolari, tanto que vetaram a contratação de Emerson Leão. E a torcida, dois meses após fazer festa, tinha perdido a paciência. Um símbolo da campanha foi a derrota para o Corinthians, em 16 de setembro: com o ex-volante Narciso estreando como técnico de um time profissional no banco, a equipe foi vítima de protestos que chegaram a ter cadeiras atiradas no gramado, e Tirone e Frizzo quase foram agredidos tanto no estádio quanto em restaurante do vice-presidente, depredado por torcedores.

Com o apoio até dos jogadores que sentiam saudades de Felipão, Gilson Kleina assumiu o time a 13 rodadas do fim do torneio e em penúltimo lugar, a oito pontos da primeira equipe fora da zona de rebaixamento. Para piorar a missão, os protestos no Derby geraram punição do Superior Tribunal de Justiça Desportiva, que obrigou o clube a mandar quatro jogos a mais de 100km da capital paulista.

Intercalando sequências de vitórias e derrotas, sem regularidade, e sofrendo com ameaças de agressão, a equipe não teve a reação esperada com Gilson Kleina, que foi obrigado a escalar garotos como João Denoni e Patrick Vieira entre os titulares para tentar salvar a equipe. A luta para ficar na Série A teve ainda o assessor de imprensa Marcelo Cazavia completando treinando e Fábio Finelli, também assessor, jogando sal grosso nas traves antes dos jogos. Tudo em vão.

COPA SUL-AMERICANAQuando estreou na competição, o Palmeiras, ainda com muitas rodadas à frente no segundo turno, até sonhava com o título. Mas a vitória por 2 a 0 sobre o Botafogo, em Barueri, foi um raro momento de tranquilidade. Na volta, Felipão não tinha atletas suficientes para compor seu banco de reservas no Engenhão e, no sufoco, segurou a derrota por 3 a 1 que valeu a vaga pelo gol feito fora de casa.

Os confrontos contra o Millonarios pelas oitavas de final, porém, já eram vistos como obstáculos. Gilson Kleina poupou quem pôde nos duelos. Mesmo assim, venceu por 3 a 1 na ida, no Pacaembu. Na Colômbia, Barcos pediu para atuar, mas os suplentes colocados em campo ao seu lado não o ajudaram: derrota por 3 a 0 que chegou a ser comemorada pela comissão técnica pelo tempo maior visando o Brasileiro.

ESTATÍSTICAS

Jogos: 74
Vitórias: 30
Empates: 16
Derrotas: 28
Gols Pró: 107
Gols Contra: 94
Saldo: +13

ARTILHEIROS
Barcos: 28
Marcos Assunção: 10
Maikon Leite: 9
Mazinho: 6
Henrique: 5
Luan: 5
Juninho: 4
Valdivia: 3
Artur: 3
Daniel Carvalho: 3
Patrik: 3
Leandro Amaro: 3
Fernandão: 3
Obina: 3
Betinho: 2
Correa: 2
Thiago Heleno: 2
João Vitor: 2
Ricardo Bueno: 2
Tiago Real: 2
Patrick Vieira: 2
Vinícius: 1
Márcio Araújo: 1
Román: 1
Pedro Carmona: 1
Marquinhos (contra): 1

AMISTOSO
14/01 - Pacaembu - Palmeiras 1 x 0 Ajax (Pedro Carmona)

CAMPEONATO PAULISTA
22/01 - Nabi Abi Chedid - Bragantino 1 x 2 Palmeiras (Leandro Amaro e Maikon Leite)
25/01 - Pacaembu - Palmeiras 1 x 1 Portuguesa (Ricardo Bueno)
29/01 - Silvio Salles - Catanduvense 1 x 1 Palmeiras (Fernandão)
01/02 - Pacaembu - Palmeiras 2 x 0 Mogi Mirim (Marcos Assunção , Ricardo Bueno e Juninho)
17/03 - Pacaembu - Palmeiras 2 x 1 Ponte Preta (Juninho e Marcos Assunção)
25/03 - Pacaembu - Corinthians 2 x 1 Palmeiras (Marcos Assunção)
28/03 - Jayme Cintra - Paulista 0 x 1 Palmeiras (João Vitor)
31/03 - Pacaembu - Palmeiras 0 x 1 Mirassol
08/04 - Brinco de Ouro - Guarani 3 x 1 Palmeiras (Barcos)
15/04 - Pacaembu - Palmeiras 2 x 2 Comercial (Fernandão e Henrique)
22/04 - Brinco de Ouro - Guarani 3 x 2 Palmeiras (Marcos Assunção e Henrique)

COPA DO BRASIL
14/03 - Rei Pelé - Coruripe-AL 0 x 1 Palmeiras (Barcos)
21/03 - Jayme Cintra - Palmeiras 3 x 0 Coruripe-AL (Marcos Assunção, Barcos e Juninho)
04/04 - Domingão - Horizonte-CE 1 x 3 Palmeiras (Leandro Amaro , Valdivia e Maikon Leite)
16/05 - Vila Capanema - Atlético-PR 2 x 2 Palmeiras (Barcos e Maikon Leite)
23/05 - Arena Barueri - Palmeiras 2 x 0 Atlético-PR (Luan e Henrique)
13/06 - Olímpico - Grêmio 0 x 2 Palmeiras (Mazinho e Barcos)
21/06 - Arena Barueri - Palmeiras 1 x 1 Grêmio (Valdivia)
05/07 - Arena Barueri - Palmeiras 2 x 0 Coritiba (Valdivia e Thiago Heleno)
11/07 - Couto Pereira - Coritiba 1 x 1 Palmeiras (Betinho)

CAMPEONATO BRASILEIRO
19/05 - Pacaembu - Palmeiras 1 x 1 Portuguesa (Luan)
27/05 - Olímpico - Grêmio 1 x 0 Palmeiras
06/06 - Ilha do Retiro - Sport 2 x 1 Palmeiras (Barcos)
09/06 - Pacaembu - Palmeiras 0 x 1 Atlético-MG
17/06 - Arena Barueri - Palmeiras 1 x 1 Vasco (Mazinho)
24/06 - Pacaembu - Corinthians 2 x 1 Palmeiras (Mazinho)
01/07 - Arena Barueri - Palmeiras 3 x 1 Figueirense (Román, Barcos e Maikon Leite)
08/07 - Moisés Lucarelli - Ponte Preta 1 x 0 Palmeiras
15/07 - Arena Barueri - Palmeiras 1 x 1 São Paulo (Mazinho)
19/07 - Couto Pereira - Coritiba 1 x 1 Palmeiras (Patrik)
22/07 - Arena Barueri - Palmeiras 3 x 0 Náutico (Obina, Mazinho e Márcio Araújo)
26/07 - Arena Barueri - Palmeiras 0 x 2 Bahia
29/07 - Independência - Cruzeiro 2 x 1 Palmeiras (Barcos)
04/08 - Arena Barueri - Palmeiras 0 x 1 Internacional
08/08 - Engenhão - Botafogo 1 x 2 Palmeiras (Barcos )
11/11 - Eduardo José Farah - Palmeiras 2 x 3 Fluminense (Barcos e Patrick Vieira)
18/11 - Raulino de Oliveira - Flamengo 1 x 1 Palmeiras (Vinícius)
25/11 - Pacaembu - Palmeiras 1 x 2 Atlético-GO (Patrick Vieira)
01/12 - Vila Belmiro - Santos 3 x 1 Palmeiras (Maikon Leite)

COPA SUL-AMERICANA
01/08 - Arena Barueri - Palmeiras 2 x 0 Botafogo (Barcos )
22/08 - Engenhão - Botafogo 3 x 1 Palmeiras (Patrik)
02/10 - Pacaembu - Palmeiras 3 x 1 Millonarios-COL (Obina, Tiago Real e Luan)
23/10 - El Campín - Millonarios-COL 3 x 0 Palmeiras

Gazeta Esportiva Gazeta Esportiva
publicidade