Palmeiras

Palmeiras

publicidade
17 de julho de 2012 • 12h40 • atualizado às 12h48

Valdivia convence mulher a voltar e fica no Palmeiras até Libertadores

Campeão da Copa do Brasil, Valdivia diz que jogará Libertadores 2013 pelo Palmeiras
Foto: Adriano Lima / Terra
João Henrique Marques
Direto de São Paulo

Valdivia decidiu ficar no Palmeiras. O meia se reuniu com dirigentes do clube na segunda-feira e anunciou que permanece no clube, ao menos, até o fim da Libertadores. O jogador selou o acordo verbalmente após garantir o retorno da mulher ao Brasil.

» Confira o vai e vem dos clubes no Mercado da Bola
» Veja o guia e saiba tudo sobre os times do Brasileiro 2012

"Nós tivemos uma reunião com Valdivia, e ele deixou expressa a vontade de permanecer. Em nenhum momento o Palmeiras queria abrir mão dele, e o que ficou acordado é que vai jogar a Libertadores", disse o vice-presidente do Palmeiras, Roberto Frizzo.

"Ele estava feliz pois convenceu a esposa a retornar, filhos, a família vai estar aqui com ele. Isso com certeza facilitou", comentou o dirigente.

Valdivia tinha situação indefinida no Palmeiras por conta de um trauma sofrido com o sequestro em São Paulo, no início de junho. O meia permaneceu pouco mais de três horas como refém ao lado de sua mulher. Após o episódio, o jogador avisou que pensava em sair do clube.

A conquista da Copa do Brasil foi preponderante para a permanência de Valdivia. O clube, no entanto, trabalha com a possibilidade de que ofertas pelo meia apareçam.

"A gente sabe como é o futebol. Amanhã aparece uma proposta e as coisas mudam. Mas o desejo do jogador e o do clube é esse: ficar para a Libertadores", endossou o vice-presidente do Palmeiras.

Entenda o caso:
Jorge Valdivia foi vítima de um sequestro relâmpago na noite da quinta-feira, dia 7 de junho, na Avenida Sumaré, na zona Oeste de São Paulo. O jogador foi rendido um homem armado e ficou durante quase três horas como refém até ser libertado na frente da Academia de Futebol, na Avenida Marquês de São Vicente. O chileno não sofreu ferimentos e teve R$ 1 mil roubados (máximo permitido para saques em caixas eletrônicos no horário).

No momento do sequestro, Valdivia estava acompanhado da mulher, Daniela Aránguiz, que ficou impressionada com o acontecimento e pediu para retornar ao Chile. O camisa 10 foi dispensado da partida de sábado (dia 9) contra o Atlético-MG, no Estádio do Pacaembu, e autorizado a viajar a Santiago na manhã da sexta. O meio-campista havia dito que se reapresentaria na segunda (11).

Em entrevista à emissora chilena TVN, porém, Daniela disse que havia sofrido uma tentativa de agressão sexual dos sequestradores e frisou que não regressaria a São Paulo. "Quando ficamos sozinhos, ele (sequestrador) tentou me tocar. Eu não posso voltar ao Brasil. Tínhamos uma vida, compramos um apartamento, mas eu e meus filhos não vamos voltar", assegurou.

Ciente dos problemas, o Palmeiras admitiu alongar o prazo para que Valdivia se reapresentasse. Gerente de futebol da equipe alviverde, César Sampaio declarou que o meia estava "bem abalado" com o ocorrido e que era necessário "respeitar o lado humano e dar o apoio necessário". O dirigente afirmou que o camisa 10 deveria retornar "quando estivesse bem" e "com a cabeça no clube".

Valdivia, aliás, não se reapresentou na data inicialmente marcada e faltou ao treinamento realizado na manhã de 11 de junho. O meia, porém, embarcou na companhia do pai (e sem a mulher) em Santiago a caminho do Brasil para se reapresentar ao Palmeiras. Contudo, o volante Claudio Valdivia, irmão mais novo do palmeirense, informou que o atleta está disposto a deixar o Palestra Itália.

"A ideia é voltar ao Brasil para conversar com os dirigentes e chegar a um acordo. O Jorge não está bem e viajará nosso pai com ele, para que veja o assunto do contrato. Talvez seja possível ver uma cláusula para deixar (o Palmeiras) e jogar em outro país. Ele quer estar com a família e não conseguirá isso lá (no Brasil)", disse Claudio Valdivia, que chegou a defender o Palmeiras B durante a primeira passagem do chileno pelo clube.

Na quinta (14), Valdivia deu entrevista na Academia de Futebol do Palmeiras e relatou o caso de sequestro aos jornalistas. O chileno admitiu que sofreu ameaças de morte durante o período em que esteve com o criminoso e que ficou abalado por vários dias. Durante a entrevista, inclusive, o camisa 10 não garantiu permanência no clube do Palestra Itália.

No dia seguinte, entretanto, Valdivia voltou a treinar com o restante do grupo para o Campeonato Brasileiro. Após a movimentação, o chileno, os representantes e a diretoria alviverde se reuniram e definiram que ele permaneceria no Palmeiras, ao menos, até o final da participação do time na Copa do Brasil. Nesta terça (17), ele encerrou a novela, disse que a mulher voltará ao Brasil e que jogará a Libertadores do próximo ano no clube.

Terra