» PF prepara inquérito para apurar verbas do Pan
» Odepa isenta de culpa brasileiro pego no antidoping
» Após "correr muito", boxeador inicia vida em São Caetano
» Brasileiros do Parapan têm patrocínios públicos e privados
Maior responsável pelo financiamento dos Pan-Americano do Rio de Janeiro, o governo federal descartou nesta quarta-feira que tenha havido um estouro no orçamento do evento, apesar da confirmação oficial de que o Pan custará ao menos R$ 3,25 bilhões aos cofres públicos, contra R$ 949 milhões previstos em documento divulgado pelo comitê organizador em 2005.
Com investimento declarado de R$ ,65 bilhão, a União assumiu mais de 50% do custo total do Pan, que serão financiados ainda com R$ 1,2 bilhão da prefeitura e R$ 400 milhões do Estado do Rio, segundo disseram autoridades governamentais.
Além da parte prevista na divisão orçamentária inicial, o governo federal cobriu mais de R$ 200 milhões de responsabilidade dos outros dois órgãos pagadores.
"Eu acho totalmente infundado e absurdo imaginar que estamos gastando 10 vezes mais. Nós estamos gastando o custo que foi apresentado como parte do governo federal, e obviamente que nós temos que defender o nome do país, porque quando for aberto os Jogos Pan-Americanos o que vai ficar é a imagem do Brasil", afirmou Lula.
Reportagem do jornal Folha de S. Paulo publicada nesta quarta-feira informa que em 2002 o orçamento do Pan enviado à organização Desportiva Pan-Americana (Odepa) era de R$ 409 milhões, o que representaria um aumento de 684% em cinco anos.
Em documento de 2005 divulgado pelo Comitê Organizador do Pan-Americano (Co-Rio), uma revisão orçamentária da competição feita pela Fundação Getúlio Vargas previa gastos totais de R$ 949 milhões para a realização do Pan, que acontece entre 13 e 29 de julho deste ano.
Os novos números apontam gastos da prefeitura do Rio de R$ 1,2 bilhão, entretanto, um outdoor da prefeitura em um importante viaduto da cidade afirma que o município está investindo R$ 2 bilhões no Pan, o que aumentaria o custo total dos Jogos para R$ 4,05 bilhões.
Apesar de rejeitar o estouro orçamentário, o presidente cogitou que o Tribunal de Contas investigue os gastos públicos. "Se houve excesso, pode se discutir, o Tribunal de Contas pode investigar, mas o importante agora é começar o Pan porque falta muito pouco", afirmou.