Pan-Americano 2007

Pan-Americano 2007

Terça, 26 de junho de 2007, 11h06 

Cuattrin vê torcida como diferencial


Rodrigo Ramirez/Divulgação

Cuattrin tem nove medalhas em Pan (cinco pratas e quatro bronzes)
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Os atletas brasileiros que disputarão o Pan-Americano do Rio de Janeiro, em julho, terão a vantagem de contar com o apoio da torcida verde e amarela durante os 17 dias de provas, nas 40 modalidades inscritas. Sebastián Cuattrin, recordista nacional de medalhas pan-americanas na canoagem, acredita que o incentivo dos fãs será o diferencial do Brasil na modalidade.

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Em entrevista ao Terra Esportes, Cuattrin, 34 anos, defendeu o apoio da torcida como um estímulo a mais para a canoagem brasileira nas águas do Centro de Remo da Lagoa, na zona sul do Rio de Janeiro, citando o fato de os barcos sempre andarem muito próximos.

"(O apoio da torcida) nos dará muita energia e vontade de superar os adversários. Isso, com certeza, vai ser o diferencial, já que todos andamos muito perto nas provas e essa força da torcida vai fazer com que pulemos na frente", previu.

Com mais de 100 títulos brasileiros e nove medalhas pan-americanas (cinco pratas e quatro bronzes), Cuattrin demonstra otimismo em conquistar o seu primeiro ouro no Pan, além de ajudar a melhorar o rendimento da modalidade nos Jogos.

O melhor desempenho dos canoístas brasileiros em Pan-Americanos ocorreu no ano de 2003, em Santo Domingo, na República Dominicana. Na ocasião, o Brasil colecionou cinco medalhas na modalidade, sendo uma de ouro, três de prata e uma de bronze.

Confira a entrevista na íntegra:

Como está a preparação da equipe brasileira de canoagem para o Pan-Americano. Você está otimista em relação à participação nos Jogos?
Estamos treinando muito. Participamos de quatro sessões de treinos diários, sendo uma de força, uma de corrida e duas de água, com remadas. Estou cada vez mais confiante para o Pan, pois nossos tempos têm baixado e as expectativas melhoram a cada dia com isso.

E a rotina de treinamentos da equipe no Rio de Janeiro? (os atletas treinam diariamente nas dependências do Flamengo)
Começamos às 6h30 com uma corrida e em seguida fazemos treino de força. Às 9h30 iniciamos os treinos de água e seguimos com essa atividade até 12h30. Almoçamos às 13h e descansamos até 16h, quando começamos o segundo treino de água do dia, que vai até 18h30.

Como serão seus treinos até a estréia no Pan? Vocês possuem um cronograma definido de atividades até o início dos Jogos?
Os treinos serão muito fortes, com o objetivo de aumentar nossa resistência à velocidade. Vamos continuar no Rio de Janeiro até o dia 28 deste mês e, em seguida, vamos para casa passar um final de semana com a família. Retornamos no dia 1º de julho ao Rio e aqui ficaremos até o dia da estréia no Pan. Depois dos jogos, teremos três dias de folga e embarcamos para o Mundial (8 de agosto, em Duisburg, na Alemanha).

De que forma você avalia o trabalho do técnico húngaro Ákos Angyal no comando da Seleção Brasileira masculina de canoagem - velocidade masculina?
Ele é muito legal, nos dá muita confiança e tranqüilidade, mas é extremamente exigente quando estamos dentro da água. Fora dela e dos treinos, o Ákos é um cara bem tranqüilo, com o qual podemos conversar a qualquer momento sobre qualquer coisa.

O fato de ele ser um técnico estrangeiro ajuda vocês nos treinamentos e nas competições? Ainda mais ele sendo da Hungria, país de destaque na canoagem mundial?
Ajuda muito. Ele conhece muita gente no esporte e tem grandes amigos treinadores na Hungria, facilitando o intercâmbio entre os dois países. Os húngaros, aliás, costumam vir ao Brasil para treinar nos meses de fevereiro e março e isso melhora o nível dos nossos atletas.

Você vai disputar o Pan nos barcos K1 (para uma pessoa, com comprimento máximo de 5,20m e peso mínimo de 12kg) e K4 (para quatro pessoas, com comprimento máximo de 11m e peso mínimo de 30kg). Existe alguma preferência sua por algum deles?
Eu gosto muito do K1, mas sem sombra de dúvidas o K4 é o que eu mais gosto (no Pan-Americano, Cuattrin vai participar da categoria ao lado de Guto Campos, Edson Silva e Roberto Maheler).

Como está o entrosamento entre você e os outros integrantes do K4? Vocês já competem juntos há bastante tempo?
O entrosamento está muito bom e evoluindo a cada dia em que treinamos juntos. Não competimos juntos há muito tempo, mas acredito que já nos conhecemos o suficiente para ter certeza de que nosso barco está melhorando.

Na sua avaliação, quem serão os principais adversários da canoagem brasileira no Pan-Americano?
Argentina; Cuba, que sempre vem forte nas competições; Estados Unidos, que têm vários atletas de ponta; e Canadá que possui o atual campeão olímpico (o canadense Adam Van Koeverden, medalha de ouro no K1 1000m em Atenas).

Então a disputa será bastante intensa no Pan, certo? Hoje você diria que o Brasil está preparado para enfrentar esses adversários de igual para igual?
Vamos ter a torcida a nosso favor, e isso vai ser muito importante. Na reta final das provas, teremos a chance de sentir a força da torcida nos incentivando, nos empurrando para frente e dando muita energia e vontade de superar os adversários. Isso com certeza vai ser o diferencial, já que todos andamos muito perto nas provas e essa força da torcida vai fazer com que pulemos na frente.

Comparando a organização de outros Pan-Americanos que você participou, a do Rio de Janeiro está indo bem? Você aprova a forma como o Brasil está conduzindo o Pan?
Está sim e tem tudo para dar certo. Acredito que o Pan-Americano do Rio de Janeiro vai ser um sucesso de organização e isso nos ajudará a tentar uma vaga para sediar os Jogos Olímpicos no futuro.

Você já pensa na disputa da Olimpíada de 2008, em Pequim, na China?
Penso sim, mas ainda é um pouco cedo, temos que nos focar agora no principal que é o Pan-Americano (Sebastián Cuattrin disputou as Olimpíadas de Barcelona-1992, Atlanta-1994; Sydney-2000; e Atenas-2004).

O que o torcedor pode esperar não só de você, mas de toda a equipe brasileira de canoagem no Pan?
Nós vamos nos esforçar ao máximo durante as provas do Pan-Americano, com o objetivo de vencer a maior quantidade de competições durante os Jogos e trazer medalhas inéditas para o Brasil na modalidade.

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