Pan-Americano 2007

Pan-Americano 2007

Segunda, 2 de julho de 2007, 17h21 

Campeãs de beleza, gêmeas buscam ouro


Márcio Mercante/O Dia

Bia e Branca Feres integram o time brasileiro de nado sincronizado
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De uma hora para outra, todas as luzes caíram sobre as gêmeas Bia e Branca Feres, 19 anos. Lindas, louras e bronzeadas, as meninas, integrantes da equipe brasileira de nado sincronizado que disputará o Pan, de repente se descobriram as musas dos Jogos. Elas sorriem juntas, como tudo o que fazem na vida, agradecem os elogios e as atenções, mas dizem que não querem ser musas. São atletas, antes de qualquer coisa.

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"Tudo o que chama atenção para o nado sincronizado é legal, mas não queremos ficar tachadas como 'as bonitinhas'. O que nós queremos mesmo é uma medalha no Pan", diz Branca. "Queria que nos entrevistassem como atletas, não como as 'bonitinhas do Pan'", concorda Bia.

Mas não tem jeito. A beleza em dose dupla chama a atenção. E se é assim, por que não aproveitar? "Essa história está dando mídia para o nado, isso é bacana. Se ajudar a trazer patrocínio para o nosso esporte, melhor ainda", sonha Branca.

É tudo o que elas querem: uma chance para permanecer o maior tempo possível dentro da piscina, para pescar o máximo de medalhas. Até porque elas acreditam que vieram ao mundo para isso.

Destaques da 100ª edição da revista Tudo de Bom, do jornal O Dia, Bia e Branca nasceram em 22 de fevereiro de 1988, o famoso "dia do dilúvio" no Rio. Nove meses antes, sua mãe, Fátima, sonhara que um pescador lhe dava dois peixes. Pouco depois, descobriu que estava grávida.

"Minha mãe tentou ter filhos durante 11 anos seguidos, mas sempre perdia os bebês", lembra Bia. Aos 7 anos, as duas começaram a fazer nado sincronizado no Tijuca Tênis Clube e até hoje são atletas de lá. "Minha mãe fala que a gente é peixe", ri Branca.

Equipe unida fora da água

Seu maior desejo é disputar uma Olimpíada fazendo dueto com a irmã. No Pan, elas estarão na prova de equipe e, como o time ainda não está definido, uma pode correr o risco de ir para a reserva. Elas não temem ser separadas justamente agora. "A gente não tem medo de nada. Entre nós, damos força uma para a outra. Não existe competição", garante Branca.

Nem mesmo entre as colegas de equipe. As irmãs juram que as outras atletas não sentem ciúmes do destaque que ganharam ultimamente. "Ah, elas ficam muito felizes por nós", reconhece Bia.

É bom que fiquem, porque a equipe, que se divide em treinos no Flamengo e no Maracanã, passa pelo menos oito horas por dia junta, de segunda-feira a sábado. Elas aproveitam para fazer experiências estéticas com as amigas.

"Nós temos vários planos, todos comuns", diz Bia. "Um deles é ter um centro de estética. Somos apaixonadas por cremes e cosméticos. Pintamos os cabelos das meninas da equipe, fazemos maquiagem... Elas adoram".

Sobra pouco tempo, nessa reta final de treinamentos puxadíssimos, para outras coisas. "Acordamos às 6h e vamos dormir no máximo às 22h", conta. Todo mundo quer saber, então lá vai: sim, elas namoram. Quando dá. E vão fazer faculdade depois do Pan. Mas durante os Jogos, querem o pódio.

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