Pan-Americano 2007

Pan-Americano 2007

Quinta, 12 de julho de 2007, 13h13 

Irmãs do pólo pintam unhas e vão atrás de medalha


Reinaldo Marques/Terra

Marina é uma das irmãs que pintou a unha com cores do Brasil
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A história da família Canetti começa a se confundir com a do pólo aquático brasileiro. Três irmãs e o pai, auxiliar técnico, formam a maior família do País a participar dos Jogos Pan-Americanos no Rio de Janeiro como competidores.

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A união das três meninas começa a ser notada pelas unhas. Manuela, Cecília e Marina resolveram pintar as unhas de verde e amarelo como um incentivo para a competição.

"Eu não lembro como surgiu a idéia, mas acabamos fazendo. A gente está tentando convencer as outras meninas a todas pintarem as unhas também até amanhã, na cerimônia de abertura", disse a goleira Manuela.

Orgulhoso, Antonio Canetti, pai e auxiliar técnico das jovens atletas transborda de alegria no Parque Aquático Julio Delamare. "É um motivo de muito orgulho ver as três juntas na Seleção".

Canetti disse que o primeiro contato das três irmãs com o esporte começou cedo. "Desde pequenas, eu botei o maiô nelas e coloquei na piscina. No começo elas faziam natação, o gosto pelo pólo demorou um pouco para acontecer".

Mais velha do trio, atualmente com 24 anos, Marina começou no esporte tarde. Em 2001, quando tinha 18 anos, a atleta se cansou da natação e resolveu arriscar no pólo aquático. A idéia deu certo e dois anos depois ela estava no grupo brasileiro que ganhou a medalha de bronze em Santo Domingo.

A jogadora tenta agora passar todas as dicas para Cecília, 20 anos, e para a caçula Manuela, 18, que se mostra confiante na disputa do Pan. "Nosso objetivo é pelo menos garantir o bronze na disputa contra as cubanas", disse a goleira.

A experiência internacional de Marina e Cecília, que praticam o esporte nos Estados Unidos, também poderá ajudar a Seleção a chegar mais longe. Apesar disso, Marina acredita que ainda é um pouco cedo para lutar por uma medalha de ouro.

"Os norte-americanos estão em outra realidade. Eles têm muito mais clubes praticantes do que a gente lá. A competitividade é muito diferente, mas vamos brigar por uma medalha", concluiu a experiente Marina.

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