Pan-Americano 2007

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Sexta, 13 de julho de 2007, 15h54  Atualizada às 23h06

Grupo protesta no Maracanã contra "pandemônio social"


Reinaldo Marques/Terra

Protesto reuniu cerca de mil pessoas em frente ao Maracanã
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Um grupo de cerca de mil pessoas ligadas a movimentos sociais protestou pacificamente em frente ao Maracanã contra o que classifica como "pandemônio social". Os manifestantes têm por objetivo chamar a atenção de quem veio acompanhar a realização dos Jogos Panamericanos de que a cidade continua violenta e que a educação e a saúde vai muito mal no Estado do Rio de Janeiro.

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Gesa Corrêa, 59 anos, integrante do Instituto Tamoios, ligado aos índios, ajudou a organizar a manifestação, com mais de 30 entidades. Segundo ela, a luta é por melhores condições de vida da população do Rio de Janeiro.

"Ninguém é contra o esporte, nem contra o Pan. Somos contra o desvio de verbas e que estamos chamando de pandemônio social. Eles (os governantes) maquiaram a cidade para mostrar que está tudo as mil maravilhas, o que não é verdade. A criminalidade aumentou e o povo não está apenas morrendo em matanças nas favelas, mas também de fome", diz.

A manifestação contou com membros da Rede de Comunidaode e Movimentos contra a Violência, Frente Integralista dos Sem-Teto e alguns índios.

O grupo foi responsável, no ínicio do ano, por impedir que o antigo Museu do Índio, que fica em frente ao Maracanã, fosse demolido. A organização do Pan pretendia utilizar o espaço para ampliar o estacionamento do estádio.

Entre as faixas carregadas pelos integrantes da manifestação, duas chamaram a atenção: "Para esquecer a falta de pão, eles dão o Pan. Já temos o circo, queremos o pão" e "Ô, ô, ô, Cauê é matador", em referência ao mascote dos Jogos.

Os grupos sociais reclamam que, com a proximidade da competição, aumentou a repressão policial na cidade. Entre as palavras de ordem, os manifestantes gritam: "Ei caveirão, vai pra Brasília e sai do morro do Alemão".

O psicólogo Kiko Neto, 25 anos, que faz parte do movimento, diz que a população não ganha nada com a realização dos Jogos Pan-Americanos na cidade. "Esse dinheiro que foi gasto poderia ser investido em saúde e educação, o que não aconteceu", diz.

Nenhum incidente foi registrado durante a passeata.

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