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O meia-atacante Lulinha, da Seleção Brasileira Sub-17, comentou as vaias recebidas pela equipe ao perder para o Equador por 4 a 2, neste sábado, e ser eliminada dos Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro. O atual jogador do Corinthians desabafou na saída do campo do Estádio Maracanã, chorou e foi amparado pelo técnico Lucho Nizzo.
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"Já sabíamos que essas vaias poderiam acontecer, isso é normal. Mas quero dizer que o homem não é só aquele que fala e sai na hora da vitória. Homem é aquele que dá a cara para bater quando derrotado. Todos disseram que o Lulinha era o nome da Sub-17, estou aqui para dar minha cara a bater", disse o jovem jogador.
Após a entrevista, Lulinha se dirigiu aos vestiários e, ao aguardar o elevador, encostou-se a uma parede e começou a chorar copiosamente. Lulinha foi consolado pelo técnico Lucho Nizzo durante todo o caminho até o vestiário.
Antes de deixar o estádio, o jogador explicou os motivos das lágrimas.
"A gente estava em busca da medalha. Quando caiu a ficha que não estamos na briga pelo ouro e nem pelo bronze, bateu a tristeza", lamentou Lulinha.
Outro titular da equipe, o meia Fellipe admitiu a frustração com a derrota. "Nós saímos com um sentimento de tristeza, de frustração por não chegar ao nosso objetivo. Só temos que pedir desculpas à torcida que encheu o Maracanã e nos apoiou a todo o momento", afirmou.
O técnico Lucho Nizzo também ficou bastante descontente, mas espera que essa derrota não manche a história deste grupo de jogadores.
"Nós já sabíamos que isso poderia acontecer, pois a vida é sempre feita de riscos. A torcida ficou chateada, mas eu também fiquei revoltado. Às vezes se esquece que é um trabalho a longo prazo, mas agora é bola para frente. Vamos levantar a cabeça e buscar a reviravolta".