Pan-Americano 2007

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Segunda, 23 de julho de 2007, 09h58  Atualizada às 12h07

Possível deserção de cubanos "facilita" ouro para o Brasil


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O desaparecimento de dois lutadores de Cuba - Guillermo Rigondeaux, bicampeão olímpico, e Erislandy Lara - caiu como uma bomba na sua equipe de boxe. "Fomos pegos de surpresa. Mas não posso me estender sobre o assunto", disse Cristhian Jimenez, chefe da delegação. Quem saiu ganhando com a fuga dos pugilistas foi o Brasil, que garantiu ontem três medalhas de bronze e tem ainda chances reais de conquistar o ouro.

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James Dean Pereira e Pedro Lima deveriam enfrentar os cubanos, favoritíssimos para o primeiro lugar na competição. "Cada um decide a sua vida. Se eles se julgam com talento suficiente para tentar o profissionalismo em algum outro país, que sejam felizes", analisou James Dean, que derrotou José Pantaleon por 14 a 9 e assegurou o terceiro lugar na categoria 54kg.

Com status de ídolo e ovacionado pela torcida, James Dean festejou a saída dos favoritos na reta final do torneio de boxe do Pan 2007. "Ficou muito bom para o meu lado", vibrou o brasileiro, que pegaria Rigondeaux.

Outro que deu show no ringue foi um pupilo do Popó: Éverton Lopes (60kg), que detonou o canadense Ibraim Kamal por 10 a 3. Abraçado a Acelino Popó de Freitas, Éverton tem o bronze assegurado. "Senti que tenho condições de sonhar com o lugar mais alto do pódio", comentou.

Pedro Lima também fez a festa, na categoria 69kg. Ele venceu o equatoriano Jaime Cortez por 13 a 3, dando um banho de boxe no oponente. No segundo round, já marcava a diferença de seis pontos sobre Cortez, fazendo 7 a 1. Depois, foi administrando a luta até a vitória. Sem o cubano Lara pela frente, fala em medalha de ouro. "Estou pronto para tentar o título", assegurou.

Hoje, o superpeso Antonio Nogueira Minotouro enfrentará Jonny Molina, da Venezuela. Se vencer, ele garante o bronze e vai disputar a medalha dourada.

Para completar a festa, Davi Souza, que perdeu do peruano Carlos Zambrano, recorreu da decisão da arbitragem e ganhou no ¿tapetão¿ a luta que terminou empatada em 5 a 5. Ele continua na competição.

Federais na cola dos fujões

Os dirigentes cubanos ligaram todos os sinais de alerta ontem de manhã, na Vila Pan-Americana, na Barra da Tijuca. O sumiço dos seus dois principais ídolos do boxe, Guillermo Rigondeaux, e Erislandy Lara, provocou um furacão e foi constatado quando a dupla não apareceu para a pesagem. A Polícia Federal está atrás dos fujões, a pedido das autoridades cubanas.

O CO-Rio confirmou ontem que foi informado oficialmente do desaparecimento dos atletas às 10h (de Brasília), pelo chefe da delegação cubana, Cristhian Molina. Eles teriam fugido de madrugada. O comentário entre os voluntários era de que agentes foram à Vila com fotos dos atletas, tentando colher informações.

Com a fuga dos boxeadores já são quatro os cubanos que abandonam a delegação do país. Antes de Lara e Rigondeaux, o jogador de handebol Rafael Costa Capote e o técnico da ginástica artística, Lázaro Lanegas, nos dias 11 e 16, já haviam fugido.

Ano passado, durante uma competição de boxe disputada em Caracas, na Venezuela, a seleção cubana de boxe sofreu outros duros golpes. Três dos seus principais pugilistas pediram asilo político aos venezuelanos.

Em seguida, Yan Barthelemy, Yureoski Gamba e Odlaner Solis viajaram para a Alemanha, onde estão lutando como profissionais.

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