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Nos primeiros dias da competição do atletismo no Rio de Janeiro, o talento esportivo não é o único atributo que chamou atenção no Estádio João Havelange. A multiplicidade que marca os Jogos Pan-Americanos também fica evidenciado na beleza das atletas que, independente do lugar ocupado no pódio, são um motivo a mais para a platéia não tirar os olhos da pista.
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Correndo à frente em direção aos locais mais altos do pódio, as vencedoras de 100m rasos, 800m e 10.000m são exemplos dos contrastes multirraciais da competição.
As velocistas negras norte-americanas Mikele Barber, ouro nos 100m, e Michelle Lewis, prata, se destacaram, além dos corpos atléticos, pelos olhos bem maquiados, os cabelos cuidados e a simpatia. Mikele correu de cabelos soltos e lábios com gloss. Michelle, com corte de cabelo moderno e assimétrico, tinha um dos rostos mais belos entre as velocistas.
As loiras de olhos claros Diane Cummins, canadense e ouro nos 800m, e Sara Slattery, norte-americana e ouro nos 10.000m, preferiram correr de cabelos presos e dispensar a maquiagem. < P>Com corpos menos musculosos que as velocistas, as loiras chamaram a atenção pela disposição em falar sobre suas provas e do quanto estavam aproveitando o Rio de Janeiro. Sara disse, inclusive, que tem ido à praia, mas não contou qual.
A beleza, porém, não garante simpatia quando a atleta não é brasileira. Nem a barriga tanquinho, os cabelos castanhos dourados e o rosto de modelo salvaram a canadense Jessica Zelinka, que levou ouro no heptatlo, da antipatia do público. Ao se mostrar incomodada com a reação da platéia, ela só conseguiu aumentar as vaias.
Na mesma modalidade, a gata porto-riquenha Yaritza River Ayala reagiu diferente. A cada vez que errava um salto em altura e ouvia o aplauso da platéia, atirava beijos como se fossem fãs. E conseguiu pontos com o bom-humor.
Ainda no heptatlo, nem a tradicional rivalidade com os "hermanos" argentinos foi suficiente para ignorar a bela Daniela Crespo.
A prata da casa foi representada no heptatlo por Lucimara Silva. De cabelos longos, ondulados e levemente clareados, a morena recebeu a aprovação dos brasileiros não só pelo desempenho nas provas, mas também pelo "conjunto da obra".
A recordista Fabiana Murer, que cravou 4,60m no salto com vara, foi o destaque brasileiro na segunda-feira, em todos os sentidos. Mesmo após a longa prova, cansada e com o cabelo despenteado, Fabiana não perdeu o pique, comemorou com a torcida e continuou conquistando admiradores.
A jovem, de longos cabelos catanho-claro e longas pernas, fechou a noite com chave de ouro, literalmente.
Outra que roubou a cena do público foi Maurren Maggi. Usando uma tanga, a brasileira chamou a atenção dos olhares masculinos no salto em distância, prova na qual conquistou o ouro com 6,84m.
Já a rival Keila Costa ficou atrás apenas na prova ao saltar 6,73m, mas também entrou na lista das musas do atletismo dos Jogos do Rio de Janeiro.