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O português José Alves de Moura, o Beijoqueiro, famoso por invadir grandes eventos, roubou a cena pouco antes do início do segundo tempo da final feminina do torneio de futebol dos Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro, nesta quarta-feira, no Estádio do Maracanã.
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Aos 67 anos, o Beijoqueiro entrou no gramado e "atacou" a jogadora Marta, craque da equipe verde e amarela. Quando era retirado por membros da Força Nacional, beijou ainda dois dos seguranças. Também se jogou no chão, beijando várias vezes o gramado.
"Para mim não tem segurança. Eu estava ali na lateral do campo, distraí um policial e saí correndo. Consegui beijar a Marta", disse.
Moura conseguiu satisfazer sua vontade de reaparecer para milhares de pessoas durante o Pan. Antes, na terça-feira, já havia feito outra investida. Interrompeu a entrevista da jogadora de basquete Janeth, que falava sobre o encerramento da sua carreira.
Depois da conquista da medalha de prata por parte da Seleção Brasileira feminina na Arena Multiuso, o Beijoqueiro entregou um presente para Janeth e a beijou. Depois, "partiu para cima" do ex-jogador Oscar Schmidt, que acompanhava a entrevista.
"Eu provei que não existe segurança no Pan", debochou Moura, que se negava a deixar o local apesar dos insistentes pedidos dos voluntários e membros da Força Nacional.
Moura nasceu na cidade do Porto, em Portugal, e chegou ao Brasil aos 17 anos de idade. Trabalhou como comerciante e motorista de táxi. Entre muitas outras tentativas, ficou famoso por beijar o cantor norte-americano Frank Sinatra no Maracanã e o Papa João Paulo II, o polonês Karol Wojtyla, em Manaus.
"Agradeço os policiais por terem sido tão simpáticos. Fui levado para o posto médico, mediram a minha pressão, mas eu sabia que estava tudo bem."