Pan-Americano 2007

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Quinta, 26 de julho de 2007, 20h29  Atualizada às 00h13

"Brasileiro" vira algoz e País perde ouro no pólo


EFE

Tony Azevedo nasceu no Rio de Janeiro, mas foi morar nos EUA
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Com quatro gols do "brasileiro" Tony Azevedo, a Seleção Brasileira masculina de pólo aquático foi derrotada pelos Estados Unidos por 9 a 2, nesta quinta-feira, em partida disputada no Parque Aquático Júlio Delamare e ficou com a medalha de prata na modalidade.

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Filho de mãe norte-americana e pai brasileiro, Azevedo nasceu no Rio de Janeiro, mas foi morar nos Estados Unidos com apenas dois meses de idade. Ele foi o grande responsável pela vitória dos rivais, que garantiram a 77ª medalha de ouro da campanha nos Jogos Pan-Americanos.

"É a primeira vez que eu jogo com a torcida do Brasil assistindo, foi algo diferente. É a primeira vez que meu avô vê um jogo meu. Não me considero um traidor, amo o Brasil, venho aqui uma vez por ano, amo caipirinha, e minha família é daqui", disse Azevedo.

"O Tony fez a diferença, marcou quatro gols. É um jogador que atua profissionalmente na Itália e está acostumado a disputar grandes competições", afirmou o veterano Daniel.

Além da atuação do "brasileiro", outro jogador do País também foi destaque na noite. O goleiro Pará fez cinco grandes defesas, que garantiram uma derrota menos acachapante. Por outro lado, a Seleção acertou cinco bolas na trave, que poderiam ter dado melhor sorte ao Brasil.

A briga na segunda etapa, que resultou na expulsão do norte-americano Merriel Mouses e do brasileiro Bruno Nolasco, não abalou a partida,mas acabou sendo o retrato fiel de uma partida marcada por provocações e agressões na água.

Os únicos gols brasileiros foram marcados por Mega, destaque do Brasil nos jogos Pan-Americanos, e Erik.

Ao final do jogo, a torcida aplaudiu o esforço da equipe brasileira, que surpreendeu ao conquistar a medalha de prata, e cantou o hino nacional depois da façanha. "Não esperava nada diferente (da torcida), eles apoiaram até o final, achava que teria um placar mais apertado", afirmou Pará.

"Mas tudo aqui significa uma esperança para ver se conseguimos investir nessa molecada, tem que fazer um trabalho de quatro anos e não de sete meses. Dentro do que tivemos, missão cumprida", completou.

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