Ausentes na primeira edição, as mulheres fizeram sua estréia em Olimpíada em 1900, quando os Jogos foram realizados em Paris. Ao todo, estiveram na capital francesa 22 mulheres e a tenista inglesa Charlotte Cooper entrou para a história como a primeira vencedora de uma prova feminina olímpica.
Porém, o brilhantismo da estréia das mulheres foi ofuscado pelo longo período de competições. Foram quatro meses e meio de duração, já que a Olimpíada foi integrada à Exposição Universal de Paris, uma feira mundial de comércio realizada na França por cinco meses.
A iniciativa mostrou-se desastrosa. Ao invés de um evento incentivar a presença de público no outro, houve concorrência e a maioria das provas foram disputadas com as arquibancadas vazias.
Em princípio, a competição recebeu o nome de Concurso Internacional de Exercícios Físicos e de Esportes e teve pouca participação do Comitê Olímpico Internacional (COI) na organização. O Barão de Coubertin, organizador da Olimpíada de Atenas, chegou a abandonar a chefia em protesto ao pouco caso dado pela Exposição Universal de Paris aos esportes.
Mais tarde, o COI reconheceu 20 esportes como parte da história dos Jogos. Entre eles, estava o excêntrico cabo-de-guerra. Por outro lado, o politicamente incorreto tiro aos pombos e os inexpressivos corrida de balão e natação com obstáculos foram excluídos da memória olímpica.
O Brasil não participou desta edição da Olimpíada. Ao todo, foram 24 países participantes, entre os quais se destacou a França, com 26 medalhas de ouro, 41 de prata e 34 de bronze. Estados Unidos e Inglaterra vieram na seqüência.
Redação Terra