A Olimpíada de Amsterdã (1928) ficou marcada pela ausência do Barão de Coubertin na organização. O então presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), idealizador da primeira Olimpíada da Era Moderna, afastou-se do cargo em 1925, desiludido com o que considerava desvirtuamento dos ideais olímpicos.
O Brasil também esteve ausente da competição por causa de problemas financeiros. Por outro lado, Malta, Panamá e Rodésia (atual Zimbábue) fizeram suas estréia nos Jogos e totalizaram 46 países participantes.
Os Estados Unidos mais uma vez ficaram com a liderança do quadro de medalhas com 22 de ouro, 18 de prata e 16 de bronze. O número abaixo do habitual é reflexo das poucas modalidades esportivas disputadas em Amsterdã: apenas 16.
A competição, inclusive, esteve ameaçada de não acontecer. O governo holandês impôs uma série de reivindicações em razão do temor do acirramento da rivalidade entre países inimigos na Primeira Guerra. A igreja também fez pressão para o país não receber "uma celebração pagã".
Porém, o fato mais lembrado da Olimpíada de Amsterdã foi a atitude do australiano Henri Pearce. Durante a disputa das quartas-de-final de uma prova de remo, o competidor fez uma pausa para que uma família de patos atravessasse a raia. O gesto nobre de Pearce lhe rendeu elogios e ainda mais palmas quando conquistou o ouro mais tarde.
Outro destaque da Olimpíada de Amsterdã foi o nadador norte-americano Johnny Weissmuller, que mais tarde faria o papel de Tarzan dos cinemas. Ele conquistou dez medalhas, sendo duas delas de ouro.
Em Amsterdã, as mulheres passaram a competir também no atletismo e na ginástica. Ao todo, atletas de 28 países ficaram com o ouro, recorde que persistiu por 40 anos.
Na mesma edição, o japonês Miki Oda ganhou no salto triplo e foi o primeiro asiático a vencer uma prova olímpica. Na natação, outro japonês, Yoshiyuki Tsuruta, também ficou com o ouro nos 200m peito.
Redação Terra