Realizada no início da Guerra Fria, a Olimpíada de Helsinque (1952) ficou marcada pela estréia da União Soviética, que disputaria com os Estados Unidos o maior número de medalhas nas edições seguintes numa rivalidade que ultrapassava a esfera esportiva.
A primeira disputa entre União Soviética e Estados Unidos terminou com vantagem norte-americana. Foram 76 medalhas, sendo 40 de ouro, contra 71 dos soviéticos (22 de ouro). A rivalidade seria ainda mais acirrada no decorrer dos anos em razão da crescente tensão política entre as duas principais potências da época.
A competição da Finlândia também teve a volta da Alemanha, ausente quatro anos antes por conseqüência de sua derrota na Segunda Guerra Mundial. O desempenho foi fraco, com sete medalhas de prata, 17 de bronze e nenhum ouro.
O grande destaque desta edição, no entanto, veio de outro país, a Checoslováquia. Emil Zatopek venceu as três provas de maior distância do atletismo, façanha jamais igualada na história da Olimpíada. A Locomotiva de Praga, como ficou conhecido, ganhou o ouro nos 5000m, 10000m e na maratona.
Outro país do Leste Europeu, a Hungria apresentou ao mundo uma seleção de futebol que mais de 50 depois segue na lista das melhores da história. Com o atacante Puskas em sua melhor fase, os húngaros foram campeões olímpicos num prenúncio do que seria a participação na Copa do Mundo de 1954, quando ficaram com o vice.
No pentatlo moderno, uma surpresa. Pela primeira vez uma medalha de ouro não ficou com um militar. O carpinteiro sueco Lars Hall foi o responsável pela quebra do tabu.
De volta ao topo: Após 32 anos, o Brasil voltou a conquistar uma medalha de ouro em Olimpíada graças ao desempenho de Adhemar Ferreira da Silva no salto triplo. O brasileiro superou o seu próprio recorde mundial, de 16,01m, por quatro vezes na Olimpíada de Helsinque: 16,05m, 16,09m, 16,12m e 16,22m.
O Brasil obteve bons resultados nas outras duas provas de salto. Na por altura, José Telles da Conceição conquistou a medalha de bronze, atingindo 1,98m, a mesma marca de seu próprio recorde sul-americano. Já Ary Façanha de Sá se classificou em quarto lugar na prova de salto em distância com 7,23m.
Outro destaque brasileiro em Helsinque foi o nadador Tetsuo Okamoto. O nadador de origem asiática, que recebeu o apelido de Peixe Voador, conquistou a medalha de bronze nos 1500m livre com o tempo de 18min51s3.
Redação Terra