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História

Roma 1960

Destaque
Divulgação
Manuel dos Santos Junior
Além do bronze conquistado no basquete, a outra medalha do Brasil na Olimpíada de Roma foi conquistada pelo nadador Manuel dos Santos Junior, terceiro colocado nos 100m.
Destaque
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Wilma Rudolph
Wilma Rudolph tornou-se a queridinha da Olimpíada de Roma não só pela sua performance na pista, mas por seu histórico de dificuldades. Quando criança, a atleta teve três doenças graves (paralisia infantil, febre escarlatina e pneumonia dupla) que não a impediram de iniciar a carreira no futuro.

Rudolph já havia se destacado na Olimpíada de Melbourne (1956), quando com apenas 16 anos obteve a medalha de bronze no revezamento 4x100. Quanto anos mais tarde, ela colocou seu nome defintvamente na história ao ficar com o ouro nos 100m, 200m e 4x100m.
Curiosidades
  • O finlandês Vilho Ylön deu vexame na prova de tiro de campo. O atirador até acertou o alvo, mas o do adversário da decisão, o que lhe custou a perda da medalha de ouro.
Ficha
  • Período: 25 de agosto a 11 de setembro
  • Número de países: 83
  • Número de atletas: 5338 atletas (611 mulheres e 4727 homens)
  • Modalidades: 19
    atletismo, basquete, boxe, canoagem, ciclismo, esgrima, futebol, ginástica, hipismo, hóquei sobre a grama, levantamento de peso, luta, natação, pentatlo moderno, pólo aquático, remo, saltos ornamentais, tiro e vela
Medalhas
  • União Soviética432931103
  • Estados Unidos34211671
  • Itália13101336
  • Alemanha12191152
  • Austrália88622
  • 39ºBrasil0022

Pela segunda vez consecutiva, a União Soviética superou os Estados Unidos no quadro de medalhas. E o cenário não poderia ser melhor: Roma, a Cidade Eterna, que disponibilizou construções históricas para receber algumas modalidades olímpicas após 52 anos da primeira tentativa, quando a erupção do Vesúvio adiou o plano.

As competições de levantamento de peso, por exemplo, foram realizadas na Basílica de Maxentius. As Termas de Caracala, por sua vez, receberam a ginástica, enquanto o Arco de Constantino foi palco da chegada da maratona.

A União Soviética terminou a Olimpíada de 1960 com 43 medalhas de ouro, nove a mais do que os rivais norte-americanos, com a grande ajuda do ginasta Boris Shakhlin. O soviético conquistou quatro medalhas de ouro (exercícios combinados, barras paralelas, salto sobre o cavalo e cavalo com alças), duas de prata (por equipes e argolas) e um bronze (barra horizontal).

Os Estados Unidos, por sua vez, contaram com o desempenho inspirado de Wilma Rudolph, que conquistou três dos 23 ouros do país. A atleta venceu as provas dos100m, 200m e revezamento 4x100m, deixando Roma com o apelido de Gazela Negra.

Os norte-americanos ainda viram o nascimento de um fenômeno nos ringues: Cassius Clay, que mais tarde seria imortalizado como Muhammad Ali, seu nome muçulmano. O pugilista foi campeão olímpico no peso meio-pesado, mas em protesto político jogou a medalha de ouro no Rio Tibre.

Outro negro também entrou para a história por sua participação na Olimpíada de Roma. Correndo descalço, o etíope Abebe Bikila venceu a maratona sob um calor de 40°, com direito à quebra de recorde mundial, e se tornou o primeiro africano negro campeão olímpico. O atleta fazia parte da guarda pessoal do Imperador Haile Selassie e quatro anos mais tarde repetiu o feito.

Terceiro: Com uma fraca atuação, o Brasil se despediu de Roma com apenas duas medalhas de bronze. A melhor performance individual foi a do nadador Manuel dos Santos Junior, terceiro colocado nos 100m.

Já equipe de basquete masculino conquistou o segundo bronze olímpico consecutivo com uma campanha ainda melhor do que a de 1956. Com seis vitórias em oito jogos, o time só perdeu para os EUA e União Soviética, primeiro e segundo lugares no torneio, respectivamente.

Redação Terra