A Olimpíada de Munique-1972 ficou marcada pelo ataque terrorista à delegação de Israel por terroristas palestinos. Os assassinos invadiram o dormitório da delegação israelense e mataram duas pessoas. Tomaram nove como reféns e pediam a libertação de árabes presos em Israel.
A polícia negociou a saída dos terroristas da Vila Olímpica, que embarcariam em um avião com os reféns com destino ao Egito, de onde prosseguiriam as negociações. Os seqüestradores e reféns foram embarcados em helicópteros em direção ao aeroporto de Munique. Na chegada, a polícia alemã tentou o ataque ao grupo para libertar os reféns. Saldo da estratégia: 18 mortos, entre eles todos os reféns, cinco terroristas, um policial e um piloto do helicóptero.
O COI cogitou suspender os Jogos, que foram interrompidos por 34 horas, mas eles prosseguiram.
Os Jogos de Munique-1972 já foram tumultuados antes mesmo de seu início. Países da África negra, Iugoslávia e os atletas negros norte-americanos e do Caribe prometeram boicotar a competição caso a Rodésia participasse. O país praticava o apartheid e foi suspenso da participação dos Jogos para evitar a desistência dos atletas negros.
Dentro da esfera esportiva, Munique-1972 foi marcado pelas sete medalhas de ouro, com sete recordes mundiais, do nadador norte-americano Mark Spitz. O atleta venceu as provas dos 200 metros borboleta, 4x100 metros livres, 200 metros livres, 100 metros borboleta, 4x200 metros livres, 100 metros livres e 100 metros medley.
O Brasil levou 89 atletas (84 homens e cinco mulheres) e conseguiu apenas duas medalhas de bronze. Nelson Prudêncio, no salto triplo, e Chiaki Ishi, no judô.
A União Soviética terminou em primeiro no quadro de medalhas, seguida pelos Estados Unidos e Alemanha Oriental. O Brasil terminou apenas na 41ª colocação com os dois bronzes.
Redação Terra