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História

Montreal 1976

Destaque brasileiro
AFP
João do Pulo
Confirmando a tradição do país no salto triplo, João do Pulo ficou com o outro bronze. Detentor do recorde mundial na época, que era de 17,89, o brasleiro saltou apenas 16,90, treminando atrás do soviético Viktor Saneyev, que conquistou o tri. João do Pulo ainda foi o quarto no salto em distãncia.
Destaque
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Nadia Comaneci
A primeira aparição de Nadia Comaneci ocorreu no Campeonato Europeu de 1975, quando ela conquistou quatro medalhas de ouro. Porém, a consagração mundial veio um ano mais tarde, na Olimpíada de Montreal, quando, além dos quatro ouros, tirou sete notas máximas.

Quatro anos mais tarde, Comaneci completou o total de nove medalhas olímpicas em Moscou. Ela se aposentou no ano seguinte e deixou uma marca no mínimo curiosa. Apesar de toda a fama, ela só foi campeã mundial uma vez, em 1978, nas barras assimétricas.
Curiosidades
  • A princesa Anne recebeu privilégios para disputar a prova de hipismo da Olimpíada de Montreal. Ela foi a única mulher que não precisou passar pelo teste de feminilidade para competir.
Ficha
  • Período: 17 de julho a 1º de agosto
  • Número de países: 92
  • Número de atletas: 6084 atletas (1260 mulheres e 4824 homens)
  • Modalidades: 23
    atletismo, basquete, boxe, canoagem, ciclismo, esgrima, futebol, ginástica, handebol, hipismo, hóquei sobre a grama, judô, levantamento de peso, luta, natação, pentatlo moderno, pólo aquático, remo, saltos ornamentais, tiro, tiro com arco, vela e vôlei
Medalhas
  • União Soviética494135125
  • Alemanha Ocidental40252590
  • Estados Unidos34352594
  • Alemanha Oriental10121739
  • Japão961025
  • 36ºBrasil0022

O boicote de 28 países sem tradição olímpica na Olimpíada de Montreal (1976) serviu de prenúncio para o período político mais turbulento da história dos Jogos. Nas edições seguintes, Estados Unidos e União Soviética lideraram boicotes que enfraqueceram as edições de Moscou (1980) e Los Angeles (1984).

Em Montreal, 26 países africanos, o Iraque e a Guiana abandonaram a Olimpíada em protesto à não punição da Nova Zelândia pelo Comitê Olímpico Internacional (COI). As nações reclamavam da viagem da seleção neozelandesa de rúgbi para um amistoso contra a África do Sul, suspensa de todas as competições esportivas em razão do apartheid.

Fora isso, a edição foi um fracasso de público e rentabilidade. O Canadá não economizou dinheiro na organização, considerada a mais cara da história, e amargou um prejuízo que demorou anos para ser quitado.

Nada disso, porém, tirou o brilho da romena Nadia Comaneci. Naquela que é conhecida como a sua Olimpíada, a ginasta de apenas 14 anos encantou o mundo e garantiu o primeiro 10 da história da ginástica artística. E ela na parou por aí. Conquistou mais seis notas máximas e ficou com três ouros.

A ginástica ainda evidenciou outras duas estrelas em Montreal. A soviética Nelly Kim rivalizou com Nadia e garantiu três ouros, apesar de não ter obtido nenhum 10. Já o japonês Shun Fujimoto ganhou uma nota 9,7 mesmo com o joelho quebrado e deu o ouro por equipes ao Japão.

Na natação, a alemã Kornelia Ender centralizou as atenções. Com quatro medalhas de ouro e uma de prata, a jovem de 17 anos virou a mulher com mais vitórias numa edição de Olimpíada. Quatro anos antes, ela já assombrara a todos com três pratas em Munique, fora os 23 recordes mundiais marcados no período entre as edições.

O boxe também mereceu um olhar especial em Montreal. A seleção norte-americana tinha entre seus participantes Sugar Ray Leonard, Leon Spinks, Michael Spinks e Leo Randolph, todos campeões mundiais após a profissionalização. Já Clarence Hill, com um bronze, garantiu a medalha de bronze para Bermuda, que tinha na época apenas 53 mil habitantes na época.

Brasil: A delegação brasileira voltou com apenas duas medalhas de bronze de Montreal, desempenho bem abaixo do esparado. A primeira foi conquistada pela dupla de velejadores Reinaldo Conrad e Peter Ficker, na classe flying dutchmann. João do Pulo ficou com o outro bronze no salto triplo.

Redação Terra