Após duas Olimpíadas marcadas pelo boicote das duas maiores potências do esporte, Seul viu a última participação da então maior vencedora de todos os tempos no esporte: a União Soviética. Com o fim do maior país do mundo, em 1991, os estados independentes ainda competiram juntos em Barcelona-1992, mas não sob a bandeira do ex-país socialista. Mesmo com a participação de norte-americanos e soviéticos, as Olimpíadas de Seul-1988 tiveram seu desfalque: Cuba.
Contudo, os Jogos não escaparam de polêmicas. Na prova mais tradicional do atletismo, os 100m rasos, o canadense Ben Johnson venceu com o tempo de 9s79, recorde mundial à época. No entanto, a comemoração durou pouco: a organização dos Jogos divulgou que o atleta não havia passado no exame antidoping, por uso de anabolizantes. A medalha de ouro foi então para o norte-americano Carl Lewis, e Johnson acabou suspenso do esporte por dois anos.
Durante a cerimônia de abertura, o ex-atleta Sohn Kee-Chung entrou no estádio carregando a tocha olímpica. Chung havia conquistado uma medalha de ouro na maratona, nos Jogos de Berlim-1936. No entanto, o maratonista teve que usar outro nome e competir sob a bandeira de outro país: o Japão. Isso porque os japoneses haviam invadido a Coréia na oportunidade. Foi então que o COI decidiu por devolver o ouro ganho por Chung aos sul-coreanos.
O Brasil levou 170 atletas para Seul (135 homens e 35 mulheres) e voltou com uma medalha de ouro, duas de prata e três de bronze. Aurélio Miguel foi o responsável pela única vitória brasileira nos Jogos.
A prata mais decepcionante daqueles Jogos ficou por conta da equipe masculina de futebol. O Brasil, que contava com Romário, Bebeto, Taffarel, André Cruz e Neto, entre outros, perdeu a final, de virada e na prorrogação, para a União Soviética, por 2 a 1.
Joaquim Cruz, no atletismo, conseguiu uma medalha de prata, e as duplas Torben Grael e Nelson Falcão e Lars Grael e Clinio Freitas, no iatismo, conquistaram uma medalha de bronze cada. Robson Caetano foi responsável pelo terceiro bronze, nos 200 metros rasos.
A União Soviética se despediu das Olimpíadas mais uma vez com vitória em cima dos norte-americanos: 55 medalhas de ouro para os comunistas contra 36 dos Estados Unidos, que ficaram atrás ainda da Alemanha Oriental, com 37 ouros. O Brasil ficou na 24ª colocação.
Redação Terra