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História

Barcelona 1992

Destaque brasileiro
AFP
Rogério Sampaio
Nos esportes individuais, Rogério Sampaio foi o grande destaque brasileiro, conquistando a medalha de ouro na categoria meio-leve do judô. Gustavo Borges obteve a prata nos 200m livre da natação, enquanto a Seleção masculina de vôlei conquistou o outro ouro para o País.
Destaque
Getty Images
Derartu Tulu
Marcada na história por ter sido a primeira africana negra a ser campeã olímpica, a etíope Derartu Tulu obteve teve uma carreira que não se resumiu à medalha de ouro nos 10000m em Barcelona.

Depois de decepcionar em Atlanta (1996), ficando apenas na quarta colocação, Tulu voltou a vencer os 10000m em Sydney (2000), tornando-se a primeira mulher bicampeã olímpica em provas de longa distância do atletismo. Para coroar o seu desempenho em Olimpíadas, ela ficou com o bronze da mesma prova em Atenas (2004).
Curiosidades
  • Presente na equipe alemã de hóquei sobre a grama campeã em Barcelona, Andreas Keller foi o terceiro medalhista olímpico da família. No mesmo esporte, seu pai, Carsten, conquistou o ouro em Munique (1972) e seu avô, Erwin, ficou com a prata em Berlim (1936).
Ficha
  • Período: 25 de julho a 9 de agosto
  • Número de países: 169
  • Número de atletas: 9356 atletas (2704 mulheres e 6652 homens)
  • Modalidades: 28
    atletismo, badminton, basquete, beisebol, boxe, canoagem, ciclismo, esgrima, futebol, ginástica, handebol, hipismo, hóquei sobre a grama, judô, levantamento de peso, luta, nado sincronizado, natação, pentatlo moderno, pólo aquático, remo, saltos ornamentais, tênis, tênis de mesa, tiro, tiro com arco, vela e vôlei
Medalhas
  • CEI453829112
  • Estados Unidos373437108
  • Alemanha33212882
  • China16221654
  • Cuba1461131
  • 25ºBrasil2103

Pela primeira vez, o Comitê Olímpico Internacional (COI) permitiu a utilização de atletas profissionais em todas as modalidades que seriam disputadas na Olimpíada de Barcelona (1992). E esta nova era dos Jogos teve como principal símbolo a seleção norte-americana de basquete masculino.

Formada por astros da NBA como Larry Bird, Michael Jordan e Magic Johnson, a equipe recebeu o apelido de Dream Team (Time dos Sonhos) e é considerada até hoje a melhor seleção de basquete já formada. Como previsto, os norte-americanos atropelaram os adversários e foram campeões sem levar sustos.

Porém, no quadro geral de medalhas, os Estados Unidos decepcionaram e ficaram atrás da Comunidade dos Estados Independentes (CEI), alternativa encontrada pelo COI para agrupar os países da ex-União Soviética, que vivia período de desmembramento. Os ex-soviéticos ficaram com 45 ouros, oito a mais do que os norte-americanos.

As exceções na formação da CEI foram as repúblicas bálticas da Estônia, Letônia e Lituânia. Os ex-países soviéticos disputaram a competição como nações independentes, o que não acontecia desde 1936. A África do Sul, com o fim do apartheid, também voltou às Olimpíadas e a Alemanha competiu como uma só nação em decorrência da integração das regiões ocidental e oriental.

Outra novidade da edição de Barcelona foi a ausência da Iugoslávia, punida em razão de agressões militares aos povos vizinhos. Croácia, Eslovênia e Bósnia-Hezergovina, já independentes na época, participaram como nações independentes, enquanto os demais atletas iuguslavos competiram individualmente, sem defender a bandeira do país.

Individualmente, o melhor desempenho foi o do ginasta russo Vitaly Scherbo, que ganhou seis medalhas de ouro, sendo cinco delas em categorias individuais. O norte-americano Carl Lewis, por sua vez, adicionou um capítulo na sua história ao vencer as provas de salto em distância e 4x100m.

O principal feito, no entanto, coube à etíope Derartu Tulo. Ao vencer a prova dos 10000m, a atleta tornou-se a primeira africana negra a conquistar um ouro olímpico. E num gesto nobre da segunda colocada, a sul-africana Elana Meyer, ambas deram a volta olímpica de mãos dadas, simbolizando a integração racial na África.

Histórico: O Brasil conquistou em Barcelona sua primeira medalha de ouro em esportes coletivos. Coube à seleção masculina de vôlei acabar com o fim do tabu numa campanha que empolgou a torcida e fez o esporte ganhar uma popularidade jamais vista antes no país.

Formada por jogadores carismáticos como Tande, Giovane, Maurício e Marcelo Negrão, a seleção fez uma campanha impecável, sem nenhuma derrota, até arrasar a Holanda na final por 3 a 0.

O Brasil ainda garantiu outro ouro no judô, com o meio-leve Rogério Sampaio. Completando o quadro de medalhas, o País ainda comemorou a prata de Gustavo Borges, obtida nos 200m. A confirmação foi cercada de emoção, já que o cronômetro da raia do brasileiro falhou e a organização teve de recorrer às imagens de televisão para anunciar o pódio.

No atletismo, o Brasil esteve perto do bronze em três bronzes. Róbson Caetano, nos 200m, Zequinha Barbosa, nos 800m, e Edielson Rocha Tenório, Sérgio Mathias F. Menezes, Eronilde Araújo e Sidney Telles de Souza, no 4x400m, finalizaram na quarta colocação, mesma posição obtida pela seleção feminina de vôlei.

Redação Terra