A Olimpíada de Atlanta-1996 foi mais uma que ficou marcada pela violência. Um atentado a bomba causou a morte de uma pessoa e feriu outras 110. A despeito da tragédia, um recorde alcançado foi no número total de participantes: 10.318. Pela primeira vez na história dos jogos, todos os países filiados ao Comitê Olímpico estavam representados.
Outra marca inédita alcançada em Atlanta-1996: 79 países diferentes ganharam medalhas, um recorde. O norte-americano Carl Lewis se tornou o terceiro atleta a vencer o mesmo evento individual pela quarta vez e o quarto atleta na história a ganhar nove medalhas de ouro.
A cerimônia de abertura foi marcada pela presença do ex-boxeador e medalhista olímpico Muhammad Ali, que, mesmo com mal de Parkinson, acendeu a tocha olímpica.
Os atletas de maior destaque desta edição foram o norte-americano Michael Johnson, vencedor dos 200 metros e 400 metros rasos no atletismo; Marie-José Pérec, francesa que venceu as mesmas provas que Johnson e se tornou a atleta francesa de maior sucesso em todas as Olimpíadas. O nadador russo Alexander Popov ganhou duas medalhas de ouro e duas de prata, e o levantador de peso turco Naim Suleymanoglu se tornou o primeiro tricampeão da modalidade na história.
Foi a melhor participação brasileira em uma Olimpíada até então, com três medalhas de ouro, três de prata e nove de bronze, um total de 15. Os ouros foram conquistados por Robert Scheidt e a dupla Marcelo Ferreira e Torben Grael, na vela, e pela dupla de vôlei de praia Jaqueline e Sandra, responsáveis pela primeira medalha de ouro das mulheres brasileiras em Jogos Olímpicos.
As mulheres ainda foram responsáveis pela prata no vôlei de praia, no basquete e um bronze no vôlei. A outra prata do Brasil foi de Gustavo Borges, na natação. Os bronzes ficaram por conta do revezamento 4x100 metros no atletismo; futebol masculino; hipismo; Henrique Guimarães e Aurélio Miguel no judô; Gustavo Borges, mais uma vez, e Fernando Scherer na natação; e Kiko Pelicano e Lars Grael na vela.
O futebol masculino mais uma vez decepcionou e foi eliminado em um dos jogos mais vexatórios da história. O Brasil, que contava com Ronaldo, Bebeto, Aldair, Luizão, Dida, Rivaldo e Roberto Carlos ganhava da Nigéria, nas semifinais do torneio, por 3 a 1, até os 32 minutos do segundo tempo. Os africanos empataram o jogo e viraram na prorrogação.
No quadro geral de medalhas, os norte-americanos ficaram em primeiro, seguidos de Rússia e Alemanha. O Brasil foi o 25º colocado.
Redação Terra