Após a participação histórica na Olimpíada de Atlanta (1996), o Brasil esperava repetir a dose quatro anos mais tarde, em Sydney. Porém, além do número de medalhas menor (15 a 12), o País deixou a Austrália sem nenhum ouro, se especializando em "quase" ser campeão. Ao todo, foram seis pratas e seis bronzes.
O festival de vices começou no judô, com Thiago Camilo e Carlos Honorato. No vôlei de praia, Adriana Behar e Shelda, no feminino, e Ricardo e Zé Marco, no masculino, também perderam na final. Robert Scheidt ficou perto do bi na classe Laser de vela e o revezamento 4x100 do atletismo também garantiu a prata.
Os bronzes vieram com o basquete feminino, vôlei feminino, salto por equipes, hipismo, revezamento 4x100m da natação, com Marcelo Ferreira e Torben Grael na classe Star da vela e com Adriana Samuel e Sandra Pires no vôlei de praia feminino.
Porém, a imagem de Sydney que não saiu da cabeça dos brasileiros foi o refugo de Baloubet de Rouet na volta que poderia dar ao cavaleiro Rodrigo Pessoa a medalha de ouro no salto individual. A montaria era a favorita na competição e jogou um balde de água fria nas intenções do País em conseguir ao menos um ouro. A competição de hipismo ocorreu no último dia de Olimpíada.
Ecologia: A Olimpíada de Sydney notabilizou-se pela preocupação ecológica, seguida à risca durante toda a competição. As instalações modernas e a organização exemplar contribuíram para que esta edição fosse considerada a mais próxima da perfeição.
A Austrália preocupou-se não só em provocar boa impressão aos países visitantes, mas em se destacar nas competições. E o objetivo foi superado, com a melhor campanha da história e a consolidação do país como potência olímpica. Foram 58 medalhas, sendo 16 de ouro, o que garantiu a Austrália o quarto lugar no quadro geral.
O país-sede ainda aproveitou para fazer uma homenagem aos aborígenes, povo que habitava o território australiano antes da colonização inglesa. A tocha olímpica foi acesa pela atleta de origem aborígene Kathy Freeman, que depois ganharia a medalha de ouro nos 400m rasos.
Porém, o grande nome da Olimpíada de Sydney saiu das piscinas. O australiano Ian Thorpe, com apenas 17 anos na época, comprovou a fama de fenômeno e abocanhou três ouros, além de estabelecer o novo recorde mundial dos 400m. A holandesa Inge de Buijn repetiu a performance de Thorpe nas provas de natação feminina, obtendo o mesmo número de conquistas.
Nas pistas, o destaque ficou por conta da norte-americana Marion Jones, que se tornou a primeira mulher a conseguir cinco medalhas em uma única Olimpíada. A atleta ficou com três ouros e dois bronzes.
A cena mais marcante do evento, no entanto, veio de Eric Moussambani, nadador da Guiné Equatorial que se tornou exemplo de superação. Eric só aprendeu a nadar a seis meses dos Jogos de Sydney e jamais tinha competido numa piscina olímpica.
Porém, representou o país nos 100m livre e com um estilo próprio completou a prova com muitas dificuldades e com um tempo muito maior do que o dos adversários. A superação bastou para ele arrancar aplausos acalorados do público.
Redação Terra