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História

Sydney 2000

Destaque brasileiro
Divulgação/CBJ
Tiago Camilo
Com apenas 18 anos, Tiago Camilo foi a principal surpresa do Brasil na Olimpíada de Sydney. O judoca, na época na categoria leve, perdeu apenas na final e ficou com a prata, assim como Carlos Honorato. Já Robert Scheidt conquistou sua segunda medalha olímpica na classe Laser da vela, mas a cor não foi dourada como a de Atlanta.
Destaque
Getty Images
Ian Thorpe
Apesar de ter apenas 17 anos, a participação de Ian Thorpe na Olimpíada de Sydney era cercada de expectativa. Considerado o maior fenômeno da natação da época, o australiano já tinha mostrado o potencial com performances arrasadoras em competições preliminares.

O Thorpedo, como foi apelidado, não decepcionou e logo em sua primeira Olimpíada ganhou três ouros e duas pratas. Quatro anos mais tarde, Thorpe somou mais quatro medalhas à sua galeria (dois ouros, uma prata e um bronze) e consagrou-se como um dos maiores nadadores da história mesmo se aposentando em 2006, quando tinha apenas 23 anos.
Curiosidades
  • A Cerimônia de Abertura ainda reservou duas novidades. O Timor Leste, que ainda lutava por sua autonomia, desfilou com quatro atletas que competiram como independentes. Já as Coréias do Sul e do Norte desfilaram juntas, num ato diplomático significativo, mas competiram separadas.
Ficha
  • Período: 15 de setembro a 1º de outubro
  • Número de países: 199
  • Número de atletas: 10651 atletas (4069 mulheres e 6582 homens)
  • Modalidades: 32
    atletismo, badminton, basquete, beisebol, boxe, canoagem, ciclismo, esgrima, futebol, ginástica, handebol, hipismo, hóquei sobre a grama, judô, levantamento de peso, luta, nado sincronizado, natação, pentatlo moderno, pólo aquático, remo, saltos ornamentais, softbol, taekwondo, tênis, tênis de mesa, tiro, tiro com arco, triatlo, vela, vôlei, vôlei de praia
Medalhas
  • Estados Unidos40243397
  • Rússia32282888
  • China28161559
  • Austrália16251758
  • Alemanha13172656
  • 52ºBrasil06612

Após a participação histórica na Olimpíada de Atlanta (1996), o Brasil esperava repetir a dose quatro anos mais tarde, em Sydney. Porém, além do número de medalhas menor (15 a 12), o País deixou a Austrália sem nenhum ouro, se especializando em "quase" ser campeão. Ao todo, foram seis pratas e seis bronzes.

O festival de vices começou no judô, com Thiago Camilo e Carlos Honorato. No vôlei de praia, Adriana Behar e Shelda, no feminino, e Ricardo e Zé Marco, no masculino, também perderam na final. Robert Scheidt ficou perto do bi na classe Laser de vela e o revezamento 4x100 do atletismo também garantiu a prata.

Os bronzes vieram com o basquete feminino, vôlei feminino, salto por equipes, hipismo, revezamento 4x100m da natação, com Marcelo Ferreira e Torben Grael na classe Star da vela e com Adriana Samuel e Sandra Pires no vôlei de praia feminino.

Porém, a imagem de Sydney que não saiu da cabeça dos brasileiros foi o refugo de Baloubet de Rouet na volta que poderia dar ao cavaleiro Rodrigo Pessoa a medalha de ouro no salto individual. A montaria era a favorita na competição e jogou um balde de água fria nas intenções do País em conseguir ao menos um ouro. A competição de hipismo ocorreu no último dia de Olimpíada.

Ecologia: A Olimpíada de Sydney notabilizou-se pela preocupação ecológica, seguida à risca durante toda a competição. As instalações modernas e a organização exemplar contribuíram para que esta edição fosse considerada a mais próxima da perfeição.

A Austrália preocupou-se não só em provocar boa impressão aos países visitantes, mas em se destacar nas competições. E o objetivo foi superado, com a melhor campanha da história e a consolidação do país como potência olímpica. Foram 58 medalhas, sendo 16 de ouro, o que garantiu a Austrália o quarto lugar no quadro geral.

O país-sede ainda aproveitou para fazer uma homenagem aos aborígenes, povo que habitava o território australiano antes da colonização inglesa. A tocha olímpica foi acesa pela atleta de origem aborígene Kathy Freeman, que depois ganharia a medalha de ouro nos 400m rasos.

Porém, o grande nome da Olimpíada de Sydney saiu das piscinas. O australiano Ian Thorpe, com apenas 17 anos na época, comprovou a fama de fenômeno e abocanhou três ouros, além de estabelecer o novo recorde mundial dos 400m. A holandesa Inge de Buijn repetiu a performance de Thorpe nas provas de natação feminina, obtendo o mesmo número de conquistas.

Nas pistas, o destaque ficou por conta da norte-americana Marion Jones, que se tornou a primeira mulher a conseguir cinco medalhas em uma única Olimpíada. A atleta ficou com três ouros e dois bronzes.

A cena mais marcante do evento, no entanto, veio de Eric Moussambani, nadador da Guiné Equatorial que se tornou exemplo de superação. Eric só aprendeu a nadar a seis meses dos Jogos de Sydney e jamais tinha competido numa piscina olímpica.

Porém, representou o país nos 100m livre e com um estilo próprio completou a prova com muitas dificuldades e com um tempo muito maior do que o dos adversários. A superação bastou para ele arrancar aplausos acalorados do público.

Redação Terra