Atualizada às 07h59
A China considerou nesta terça-feira "vergonhosas" as tentativas de perturbar o acendimento da tocha dos Jogos Olímpicos de Pequim, em referência aos protestos que prejudicaram a cerimônia na segunda-feira na Grécia.
"Qualquer ato que perturbe o revezamento da tocha é vergonhoso e impopular", disse o porta-voz do ministério chinês das Relações Exteriores, Qin Gang.
Três membros da associação Repórteres Sem Fronteiras (RSF) conseguiram se aproximar da tribuna durante o discurso do presidente do Comitê Organizador de Pequim-2008, na cidade grega de Olímpia. Um deles exibiu uma bandeira e os outros gritaram "liberdade", antes de serem detidos.
A ação foi motivada principalmente pela repressão das manifestações no Tibete, que segundo as organizações tibetanas no exílio provocaram pelo menos 140 mortes - menos de 20 de acordo com Pequim).
O governo grego condenou o incidente e afirmou que este tipo de protesti "não tem nenhuma relação com o espírito olímpico".
A maior parte da imprensa chinesa ignorou o incidente e destacou o "êxito" da cerimônia.
A RSF prometeu prosseguir com as manifestações durante o revezamento da tocha olímpica pelos cinco continentes.
A tocha deve entrar na China em maio pelo monte Everest e passar em junho por Lhasa, a capital tibetana, cenários dos protestos mais violentos das últimas décadas na região.
Os Jogos Olímpicos de Pequim terão início no dia 8 de agosto.
AFP