Celso Paiva
Direto de Osasco
De malas prontas para voltar aos Estados Unidos, onde disputará a WNBA, a ala Iziane compareceu a uma festa em homenagem ao "Programa Finasa Esporte", em Osasco, na Grande São Paulo, na última terça-feira. Mesmo focada na disputa da temporada do basquete norte-americano, a jogadora comentou sobre a Seleção Brasileira feminina.
» Assista ao vídeo 
» Paula Pequeno apoiaria Venturini na Seleção
» Paula Pequeno quer acabar com "paradigma"
Para Iziane, a vaga olímpica é obrigação para a Seleção, já que o time feminino não fica de fora dos Jogos desde 1992. "É importante garantir essa vaga para manter a boa tradição do Brasil nos últimos anos. Não ficamos fora de uma Olimpíada há muito tempo", afirmou.
Para se garantir em Pequim, a equipe brasileira precisa estar entre as cinco primeiras no Pré-Olímpico mundial da categoria, que será disputado no mês de junho, na Espanha. Iziane já aponta as quatro candidatas que devem avançar junto com o Brasil. "Creio que além de nós, devem se classificar Espanha, Cuba, Bielo-Rússia e República Checa".
A jogadora, que defenderá a equipe do Atlanta Dream disse que viaja para os Estados Unidos pensando apenas na competição norte-americana. "Agora meu foco é na WNBA, depois penso no Pré-Olímpico e, se Deus quiser, na disputa da Olimpíada", apontou.
Iziane garante que não encontrará problemas para conseguir a liberação para a fase de treinamentos junto com a Seleção Brasileira. "Já acertei com o Atlanta essa liberação. Falta agora apenas decidir a data em que me juntarei com o resto do grupo".
A ala não crê que se deve adotar na Seleção feminino a mesma postura tomada com a Seleção masculina, que contratou o técnico espanhol Moncho Monsalve para comandar o grupo no Pré-Olímpico.
"No masculino, talvez pela maioria dos jogadores atuarem fora, não encontraram alguém que se encaixasse com esse perfil. Mas no feminino não. Temos técnicos capacitados e com experiência suficiente para comandar a Seleção", completou a jogadora.
Redação Terra