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Quarta, 16 de abril de 2008, 11h22 Atualizada às 18h36

Paula Pequeno quer acabar com paradigma

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Celso Paiva
Direto de Osasco

Durante evento organizado pelo Finasa/Osasco, time em que atua, a ponteira Paula Pequeno afirmou que foi criado um "paradigma" de que a Seleção Brasileira feminina de vôlei entrega os jogos nas horas decisivas. Para a atacante, o único jeito de acabar com isso é a conquista do ouro olímpico.

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"Com todos esses acidentes que aconteceram se criou um paradigma em torno do nosso grupo. O dia que nós trouxermos a medalha de ouro, tudo isso vai acabar", afirmou uma das líderes da Seleção.

O "trauma" brasileiro começou na semifinal da Olimpíada de Atenas, em 2004. Após ganhar os dois primeiros sets, o Brasil chegou a estar vencendo o quarto set por 24/19 e tomou a virada, perdendo também o tie-break e ficando de fora da inédita final olímpica.

No Mundial de 2006, novamente o Brasil encontrou com a Rússia na decisão da competição. Mesmo com grande campanha no torneio, a equipe de José Roberto Guimarães perdeu no quinto set, após estar ganhando por 13/11 na parcial decisiva.

Nos Jogos Pan-Americanos no Rio de Janeiro, no ano passado, a situação se repetiu. Grande favorita ao título, a Seleção chegou à final contra Cuba. Vencendo o tie-break por 14 a 12, o Brasil tomou mais uma virada e perdeu o ouro em pleno Maracanãzinho.

Apesar das críticas sofridas por conta dessas derrotas, Paula Pequeno deixou claro que o grupo não se abala com essa situação. "Nada do que digam nos afetam ou mudam a nossa postura. Lá dentro, só quem sabe das coisas somos nós. Temos que nos manter focadas o máximo de tempo possível".

Para tentar mudar esse panorama, a Confederação Brasileira de Vôlei contratou uma psicóloga para acompanhar a Seleção nas próximas competições. Porém, para Paula Pequeno, o problema brasileiro não é emocional.

"Não é uma questão psicológica. A questão é que o brasileiro não está acostumado em perder o título. Você não vê uma rua chamada vice-presidente", afirmou a ponteira. Porém, para Zé Roberto Guimarães, o auxílio da psicóloga será positivo. "Ela já conhece a maioria das jogadoras e pode ajudar as nossas atletas".


Redação Terra