Em busca de garantir na China tantos atletas quantos conseguiu classificar para Atenas-2004, a Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA) liberou o uso do polêmico LZR Racer, da Speedo, no Troféu Maria Lenk. A competição, que começa nesta terça-feira, no Rio de Janeiro, é a última seletiva para os Jogos Olímpicos de Pequim.
Apesar de liberado para o evento, o maiô deverá ser privilégio de poucos, no Parque Aquático Maria Lenk. Thiago Pereira já recebeu um e nadará com a calça. O velocista César Cielo também já possui o seu, mas a maior parte dos nadadores nacionais terá de esperar mais um mês para utilizar o artigo.
Segundo o diretor técnico da Seleção Brasileira, Ricardo de Moura, os brasileiros só receberão o produto em junho, quando a equipe olímpica estiver definida. "Tivemos uma conversa com a Speedo (fabricante) dia 17 e eles disseram que por causa de um problema de importação, os maiôs só estarão disponíveis a partir de junho".
Além de Thiago, que usou o LZR no GP do Missouri e nas eliminatórias do Sul-americano, e de Cielo, que usou no GP de Ohio e bateu seu recorde sul-americano nos 100m livre, Joanna Maranhão também experimentou o artigo no GP de Stanford.
O LZR foi desenvolvido com auxílio tecnológico da Agência Espacial Norte-americana (NASA). Entre as principais vantagens oferecidas pelo produto estão aumento da flutuabilidade e diminuição do atrito do atleta com a água.
Por causa disso, o maiô tem sido apontado como uma forma de "doping tecnológico" e recebido críticas de vários países. O Canadá proibiu sua utilização nas seletivas nacionais, assim como a Itália, cuja Federação de Natação pediu um estudo detalhado do artigo e seus similares para verificar se interferem ou não no resultado competitivo.
Gazeta Press