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Sexta, 16 de maio de 2008, 10h15 Atualizada às 15h20

TAS libera participação de atleta com próteses em Pequim

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Por Jogos, sul-africano Oscar Pistorius consegue aprovação do Tribunal Arbitral do Esporte
Por Jogos, sul-africano Oscar Pistorius consegue aprovação do Tribunal Arbitral do Esporte
AP

O Tribunal Arbitral do Esporte (TAS, em francês) liberou nesta sexta-feira o atleta sul-africano Oscar Pistorius, que corre com próteses nas duas pernas, para disputar os Jogos Olímpicos de Pequim, em agosto.

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A decisão da corte passa por cima da proibição da Associação Internacional de Federações de Atletismo (Iaaf, em inglês), que vetara o corredor porque as próteses lhe daria vantagem em relação aos adversários.

"O TAS considera que a Iaaf não provou que os efeitos biomecânicos pelo uso destas próteses dêem uma vantagem a Oscar Pistorius diante de atletas que não as usem", comentou o tribunal.

A corte explicou que a decisão afeta apenas Pistorius e o uso de suas próteses, sem se estender a outros atletas. O tribunal também não excluiu a possibilidade de a Iaaf demonstrar que a prótese em questão possa realmente dar vantagem ao atleta.

Pistorius poderá disputar a prova dos 400m nos Jogos de Pequim, desde que obtenha o índice classificatório, ou ser selecionado para o revezamento 4x400m - neste caso, independente de seu tempo.

A decisão da Iaaf de vetar o atleta se baseou em estudos realizados pelo professor alemão Gert-Peter Brueggemann, que testou a prótese. Já o atleta afirma que apenas esta análise não é suficiente.

Em 2007, a federação decidiu proibir a participação de atletas que usem determinadas ajudas técnicas que lhe concedam vantagem em relação aos outros, mas diante do pedido do sul-africano e dos dados técnicos recebidos reabriu a discussão.

Pistorius já disputou duas provas com atletas sem necessidades especiais em 2001. Foi o segundo colocado na final B do Meeting de Roma, com um tempo de 46s90, e foi desclassificado por queimar a largada em 15 de julho em Sheffield (Inglaterra).

O sul-africano, recordista mundial paraolímpico dos 100, 200 e 400m, começou a correr cinco anos após uma lesão sofrida em uma partida de rugby, e nove meses mais tarde ganhou o ouro nos 200m dos Jogos Para-Olímpicos de Atenas.


EFE