A polêmica segue em alta na Espanha com a demissão do técnico da seleção de basquete local, José Vicente "Pepu" Hernández. Após o próprio treinador ter revelado à imprensa que estava demitido do cargo, foi a vez do presidente da Federação Espanhola da modalidade (FEB), José Luis Sáez, explicar os motivos que o fizeram tomar essa atitude.
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Campeão mundial pela equipe em 2006, "Pepu" recebeu a notícia a apenas 68 dias do início do principal objetivo de nomes como Pau Gasol e José Calderón: os Jogos Olímpicos de Pequim. Para justificar a decisão ratificada nesta terça-feira, Sáez afirmou que não recebeu bem as críticas que o ex-comandante havia feito na semana passada, quando se disse "perseguido por mudanças de comportamentos da Federação Espanhola".
"Houve não-cumprimento de compromissos contratuais por parte do treinador e falta de respeito institucional e pessoal para a FEB e vários dos membros da entidade por ele ter tornado público, sem fundamento algum, acusações de perseguição e maltrato", afirmou o mandatário. "Isto levou inevitavelmente à perda da confiança necessária para manter a estabilidade da qual a FEB sempre tratou de rodear as suas 18 seleções", explicou, referindo-se também às equipes de base nacionais.
Saéz ainda insistiu que "Pepu" criou "circunstâncias anômalas" no último dia 2 de maio, quando, durante as finais da Euroliga de Basquete, anunciou que não seguiria no cargo ao fim das Olimpíadas. O presidente da entidade ainda concluiu dizendo que esse somatório criou "condições de trabalho pouco propícias a menos de dois meses do início dos Jogos".
Apesar de a imprensa espanhola garantir que Aíto García Reneses será o novo técnico da seleção, Saéz garantiu que ainda não há contatos com nenhum nome para ocupar a sucessão de "Pepu". "Estamos trabalhando muito forte, e será um treinador com ampla experiência na Espanha e que nos levará a um bom resultado em Pequim", ressaltou.
Gazeta Press